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» » » » » Canetadas: A vida em segundo plano

A tarde deste domingo do lado de fora do estádio do Engenhão, na zona norte do Rio de Janeiro, foi marcada mais uma vez pela imbecilidade de vagabundos que fazem do futebol uma vitrine para exibirem a sua covardia através da violência. Pelo menos uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas no confronto, sendo que Diego Silva dos Santos, de 28 anos, foi baleado no peito, chegou ao hospital já em estado grave e não resistiu aos ferimentos. A quarta rodada da Taça Guanabara, vencida pelo rubro-negro por 2 x 1 foi apenas um detalhe diante da mesquinhez dos assassinos e dos clubes envolvidos.
Os muitos confrontos entre as torcidas dos dois times do lado de fora do estádio foram amenizados quando a polícia chegou a usar bombas de gás de pimenta e balas de borracha para dispersar os marginais. Por segurança, a chegada dos ônibus dos dois clubes foi retardada e os jogadores só entraram no estádio por volta das 18h20. Ainda durante a partida, que começou às 19h30, no entanto, os policiais tentavam terminar de restabelecer o controle no lado de fora do estádio. A direção do Botafogo, mandante da partida, reclamou da pouca presença de policiais se disse "desconfortável" para prosseguir com o evento, temendo pela segurança de torcedores e atletas, mas foi convencida pelas autoridades que o patrulhamento era suficiente. Segundo a Polícia Militar, a segurança no Engenhão era feita pelo Grupo Especial de Policiamento de Estádios (Gepe), com apoio de outras unidades. Do lado de fora, o patrulhamento era feito por policiais de 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e pelo Batalhão de Choque. Em nota a PM, disse apenas que houve um "princípio de tumulto envolvendo as torcidas e foi necessário o uso de armamento de baixa letalidade para controlar a situação".
A troca de postagens no Twitter por Flamengo e Botafogo no mínimo foi infeliz. A direção Rubro-Negra atribuiu o pedido de paz do Alvi-Negro a uma camuflação da derrota, e o Fogo se unia ao Vasco, em uma ação pouco efetiva contra a violência. A vida novamente ficou em segundo plano e os interesses pessoais de cada entidade quis prevalecer sobre a insegurança de quem, inclusive os jogadores, tem familiares nas arquibancadas. Cada vez mais o torcedor de bem se sente afugentado de levar a um lazer cada membro de sua familia e se afasta do futebol. Quem ama o esporte só pode se entristecer em saber que as vidas são deixadas de lado pelos vagabundos que se aproveitam do espaço onde deveria prevalecer a harmonia e ainda mais se lamenta que os clubes envolvidos não estejam desalinhados da idéia.

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