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» » » Abre Aspas: Brígida Cirilo Ferreira

Conversamos nesta semana com a árbitra assistente por Alagoas, pela CBF, Brígida Cirilo Ferreira. A professora de educação física de 27 anos vem tendo destaque no cenário nacional com um excelente trabalho e abre aspas para contar o início de carreira, opinar sobre a evolução da arbitragem feminina no país, o preconceito, a relação com os jogadores, a profissionalização da categoria e a evolução do futebol feminino. Ela está grávida e ainda com cinco meses atuou  no clássico local entre CRB x CSA, para então se dedicar a chegada de seu filho e receber os cuidados de seu esposo, o também árbitro Wagner José da Silva.

Vagner: Como surgiu a sua vocação para a arbitragem, se inspirou em alguém?

Brígida: Me interessei pela arbitragem  ainda na faculdade, no curso de educação física, um amigo de sala fez o curso e me convidou, a princípio não fiz no mesmo tempo que ele, mas logo no ano seguinte abriu uma outra turma, e aí ele me informou e dessa vez fiz pelo fato de precisar tbm de pontos para o PTP, que era obrigatório para a formação do curso, e daí não parei mais, me identifiquei e cada vez mais a dedicação só fez aumentar.

Vagner: Como vê a arbitragem feminina no Brasil, está em evolução, tem surgido bons nomes?

Brígida: Sim, a arbitragem feminina vem em uma evolução constante, não podemos deixar isso acabar. Porém ainda está longe das dos sonhos, mas o caminho já estamos traçando. 

Vagner: Ainda existe preconceito com as mulheres na arbitragem brasileira, as dificuldades fora de campo para vocês terem mais espaço ainda existem?

Brígida: Os preconceitos infelizmente faz parte da cultura do brasileiro, mas a cada dia estamos quebrando esses paradigmas. Na minha federação, graças a Deus, somos tratadas como profissionais iguais aos outros, somos cobradas e valorizadas da mesma maneira. E espero que esse pensamento só cresça, pois gênero não define capacidade. 

Vagner: Como é o relacionamento com os jogadores em partidas de futebol masculino, eles respeitam vocês da mesma forma como os árbitros homens?

Brígida: Sim, em relação a jogadores não tenho problema em relação a preconceito, eles cobram da mesma maneira, mas em nenhum momento nunca fui desqualificada por ser mulher, falo em relação aos jogadores.

Vagner: Você tem se destacado muito no cenário nacional. No Campeonato Inglês arbitragem é profissionalizada e os resultados são muito bons, o que ainda falta para isso acontecer no Brasil?

Brígida: É verdade, infelizmente o que falta é o apoio que precisamos, é a união da classe, a visão e interesse das autoridades maiores. Enquanto a profissionalização não for interesse das autoridades maiores, não vamos sair do lugar.

Vagner: Como tem visto a evolução do futebol feminino no país, a criação de campeonatos, muitas brasileiras atuando no exterior, estamos no caminho certo?

Brígida: Esse ano temos uma novidade do campeonato brasileiro feminino série A e B, com um calendário estendido, vejo que está sim crescendo e sendo visto com outros olhos. Está dando um ponta pé inicial de valorização.

Foto: Acervo Pessoal

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