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» » » » » Canetadas: Porquê Cristóvão Borges já chega de saída?

Cristóvão Borges é daquelas pessoas que todo mundo quer próximo, boa praça, amigo e tranquilo até demais para o futebol, não se deixa influenciar por pressões externas e segue o ritmo de seu trabalho como começou, mesmo que durante o percurso queiram mudar. O técnico de 57 anos iniciou a sua carreira no Bahia e apresenta números positivos por esses anos de comando das equipes por onde passou. São 96 vitórias, 45 empates e 66 derrotas em uma carreira que parece ser pesada pela falta da conquista de um título de grande expressão, com apenas a taça do Campeonato Paranaense de 2016 levantada. Sua recente passagem pelo Corinthians enfrentou fora de campo o mais oscilante ambiente possível para um trabalho, com a política as beiras de um colapso entre a diretoria, conselheiros e o presidente Roberto de Andrade. Mas em campo ainda são relevantes as 19 partidas, 08 vitórias, 04 empates e 06 derrotas. Em um futebol de resultado imediato, a cada dia ficam mais difíceis as idéias de Cristóvão que tudo uma hora irá acontecer a seu favor e por a mesa não virar para alertar os jogadores, é o comandado quem paga.
Atualmente no Vasco, os números não condizem com a desconfiança. Ele tem 57% de aproveitamento, com 4 vitórias e 3 derrotas, sem nenhum empate. A estréia nesta temporada foi negativa, com a derrota por 3 a 0 no clássico contra o Fluminense, mas após uma sequência de 3 vitórias embalou a equipe da Cruz de Malta, sobre o Bangu por 3 a 1, o Resende por 2 a 1 ambas pelo Carioca, e contra o Santos do Amapá por 2 a 0 pela Copa do Brasil. Mas a volta ao estadual trouxe uma nova derrota para o Volta Redonda por 1 a 0 e para o Flamengo pelo mesmo placar, sendo nesse intervalo uma vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa. As duas derrotas nos últimos 3 jogos pesam e os 12 dias da última vitória são lembrados. São ainda oito gols feitos e sete levados.
O técnico que não passou nenhuma partida sem vencer sofre pela imagem que deixa logo ao chegar. A desconfiança pelo seu trabalho é somada a um futebol de resultados para ontem e a um preconceito com aqueles que não gritam, esbravejam ou demonstram um machismo que orgulhe aos torcedores. Certa vez quando comandava o Corinthians, Osvaldo de Oliveira, com estilo parecido ao de Cristóvão, era chamado de Oswaldinho, pelo seu jeito de bom moço, enquanto no rival Palmeiras havia Felipão. Ele pediu que começasse a ser chamado de Osvaldo, ou até mesmo Oswaldão, pois no meio do futebol pegava mal que alguém fosse visto como uma pessoa boa. O futebol que têm dessas histórias é o mesmo que irá esperar do comandante do Vasco uma vitória nesta noite sobre o Vila Nova pela Copa do Brasil, pouco se importando com a demora pelos reforços medianos ainda em pré temporada, e se a equipe de Goiás atua em casa e vem por uma sequência de resultados positivos amparada em um calendário mais favorável. O número de um gol negativo pode distorcer mais uma vez todos os outros conquistados.

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