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São menos de cem dias em que a tragédia de Lá Union levou todo o elenco e comissão técnica da Chapecoense para todo o sempre. E a eternidade se fez presente nesta noite para no céu e na terra festejar a flechada histórica que o índio Condá lançou sobre terras venezuelanas. Era uma partida de virgens em disputa de Libertadores. O Zulia se uniu a Chapecoense na disputa da primeira partida das equipes na competição intercontinental. O jogo em Maracaibo foi válido pela primeira rodada do Grupo 7 e colocou o time catarinense na liderança, com três pontos. O Zulia não pontuou, enquanto Lanus (Argentina) e Nacional (Uruguai), que completam a chave, se enfrentam na quinta-feira. Pela Libertadores, os times entram em campo na próxima semana. Na quarta-feira (15), o Zulia visita o Nacional; na quinta-feira (16), a Chape hospeda o Lanus na Arena Condá.
O ritmo lento ditou o início de partida, mas aos 6 min ocorreu a primeira oportunidade do mandante. O experiente Juan Arango bateu falta da entrada da área, mandando por cima e aos 8 min, Luiz Antônio tentou da intermediária, mas mandou à esquerda do gol pelos visitantes. Aos 17 min, Niltinho invadiu a área, mas foi tocado pelo zagueiro Plazas e caiu na área. O árbitro equatoriano Omar Ponce mandou seguir. Mas a história estava para chegar em um de seus capítulos mais importantes. Aos 32 min da etapa inicial, Reinaldo bateu falta pela direita, da linha de fundo, direto para o gol, Plazas ainda desviou de cabeça. Gol! O primeiro do Verdão do Oeste em Libertadores. Seguido do momento em que os jogadores da Chape se ajoelharam e apontaram para o céu. Saudades dos que se foram. Certeza do que se fica.
No segundo tempo, aos 13 min, Unrein desviou bola na área e obrigou Artur Moraes a se esticar para defender, mas a arbitragem já marcava impedimento do camisa 20 do time venezuelano. Aos 24 min, João Pedro recebeu a bola pela direita e tocou na entrada da área para Luiz Antônio; de primeira, o camisa 18 bateu no canto do goleiro Vega e ampliou a vantagem no marcador. Agora a Chapecoense vencia com folga por 2 a 0. Quando no setor social a torcida da casa já vaiava, o Zulia diminui após cobrança de escanteio pela direita, o veterano Arango apareceu para escorar de cabeça e diminuir. Vagner Mancini fez boas substituições e promoveu a entrada de Apodi, que os 39 min, com a sua velocidade deu dinamismo ao contra ataque da equipe e em um bom lance acertou o travessão da equipe venezuelana. Não havia mais espaço para gols.
A história se fez presente mais uma vez mostrando ao mundo que nas alegrias e nas horas mais difíceis a Chapecoense é mais do que vencedora. A vitória que concede a tranquilidade para trabalhar, foi aplaudida pelos mandantes venezuelanos, que ao contrário de um "clima de Libertadores", receberam a equipe de Chapecó com muita festa. Os Colombianos também vieram para participar da reconstrução de uma equipe que ainda busca gravar na mente dos seus torcedores os que agora estão a frente da história do clube. Ainda é confuso olhar Vagner Mancini dando entrevista e não vermos Caio Júnior, observarmos o centroavante e entendermos que Wellington Paulista não é Bruno Rangel, que Tulio de Melo ocupa um espaço do gramado que poderia ser de Cléber Santana e ainda que Artur não será Danilo. Sabemos sim que sempre seremos seguidores da campeã Chapecoense.

FICHA TÉCNICA
Zulia (VEN) 1 x 2 Chapecoense

Local: Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo (Venezuela)
Data: 7 de março de 2017, terça-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Omar Ponce (Equador)
Gols: Reinaldo, aos 33 min do 1º tempo (CHP); Luiz Antônio, aos 24 min do 2º tempo (CHP); Arango, aos 32 min do 2º tempo (ZUL)
Cartões amarelos: Kambou, Arango e Zambrano (ZUL)

Zulia: Renny Vega; Daniel Rivillo (Kenny Romero), Hervé Kambou, Henry Plazas e Sandro Notaroberto; Junior Moreno e César Gomez (Albert Zambrano); Jefferson Savarino, Juan Arango e Yohandry Orozco; Sergio Unrein
Técnico: Daniel Farías

Chapecoense: Artur Moraes; João Pedro, Douglas Grolli, Nathan e Reinaldo; Andrei Girotto, Luiz Antônio, Moisés Ribeiro (Luiz Otávio) e Arthur Caike (Apodi); Niltinho (Osman) e Wellington Paulista
Técnico: Vágner Mancini

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