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» » » » 23 anos sem Roland Ratzenberger: O mortal final de semana de Ímola

Há 23 anos, a Fórmula 1 tinha o seu final de semana mais sombrio já descrito pela história da categoria. O GP de San Marino, que foi realizado de 29 de abril a 1° de maio foi marcado pelas mortes de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna. Logo na sexta-feira, durante os treinos livres, Rubens Barrichello teve um incrível acidente com a Jordan 194 na Variante Bassa do circuito Enzo e Dino Ferrari. Após o susto, no sábado, era a vez de Roland Ratzenberger marcar tragicamente o seu nome na história da Fórmula 1. Ele iniciou os treinos de classificação disposto a mostrar um bom desempenho à sua equipe, a modesta Simtek-Ford, era um bom piloto e tinha a obstinação que os bons pilotos geralmente têm.
Ele era novato na Fórmula 1, mas não um piloto inexperiente. Aos 33 anos ele já havia vencido o festival de F-Ford em Brands Hatch, outro punhado de corridas na F-3, disputado cinco edições das 24 Horas de Le Mans e duas temporadas da F-3000 no Japão. Seu sonho, contudo, era disputar uma temporada na categoria máxima do automobilismo e ele conseguiu realizá-lo em 1994, ao assinar um contrato de cinco corridas com a pequena equipe inglesa.
Na primeira corrida, em Interlagos, ele não conseguiu se classificar. Na segunda, em Aida, ele chegou em 11º. Na terceira corrida, em Ímola ele entrou na pista extraindo o máximo do seu carro. Forçou tanto que aos 20 minutos da última sessão de classificação para o GP de San Marino, deixou seu carro escapar na chicane Acque Minerali, batendo o bico e o assoalho na zebra alta. Roland esperou os demais carros passarem e retornou à pista. A telemetria da Simtek havia detectado algo errado com o carro, mas Roland garantiu que tudo estava ok e seguiu em frente acelerando o máximo possível para apresentar um bom resultado à equipe. Ao chegar na parte mais rápida do circuito, a pequena reta entre as curvas Tamburello e Villeneuve, o carro perdeu um pedaço da asa dianteira. Sem ele, Ratzenberger virou o volante mas, sem downforce, a dianteira não obedeceu. A mais de 300 km/h o austríaco de 33 anos ainda tentou frear o carro em vão e a frágil Simtek acertou em cheio o muro da curva Villeneuve. O impacto foi tão forte que o carro destroçado continuou se arrastando até a curva Tosa. Em seguida a TV mostrou uma das cenas mais chocantes já vistas na F1. O sangue ao redor da viseira e os movimentos da cabeça do piloto denunciavam a gravidade da situação. Ratzenberger foi atendido na pista e então levado de helicóptero ao Hospital Maggiore de Bolonha — o segundo paciente da Fórmula 1 naquele fim de semana. Mais tarde a notícia: “[…]o piloto do carro número 32 da MTV Simtek Ford, Roland Ratzenberger, sucumbiu às lesões sofridas no acidente no Circuito de Imola durante o treino de classificação deste sábado, 30 de abril”.
Ele sofreu fraturas múltiplas na base do crânio e, como se soube mais tarde, morrera ali mesmo na pista — embora a informação tenha sido ocultada pois a legislação italiana exige que seja feita a perícia no local, o que suspenderia a prova do fim de semana. Aos 33 anos, o sonho da Fórmula 1 acabou para o austríaco depois de 53 dias. Ao saber da morte do austríaco, Ayrton Senna foi conversar com o dr. Sid Watkins, o médico da F1, que tentou o convencer de não participar da prova no domingo. Com a pole position e uma possibilidade real de vitória, Senna decidiu disputar a corrida e levou consigo uma bandeira da Áustria no bolso do macacão. A morte de Senna obviamente tomou o espaço na mídia e na memória de muitos torcedores de F1 — especialmente os brasileiros —, e por isso Ratzenberger é frequentemente considerado “o esquecido”. Na época, o então presidente da FIA, Max Mosley, declarou que foi ao funeral de Ratzenberger (e não ao de Senna) pois o piloto austríaco havia sido “esquecido” e achou importante que alguém fosse apoiar a família. A cerimônia, de fato, foi discreta, e além de Mosley e dos familiares, apenas os compatriotas Niki Lauda e Gerhard Berger estiveram presentes. Contudo, para os fãs que acompanhavam a Fórmula 1 da época, Roland sempre foi lembrado nesses 20 anos como o outro cara que perdeu a vida vivendo o sonho da velocidade. Após a morte de Ratzenberguer e Ayrton Senna, no GP de Mônaco, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determinou a pintura dos primeiros e segundo lugares do grid do circuito de Monte Carlo. As cores das bandeiras brasileiras e austríacas estavam estampadas no asfalto glorioso da etapa mais importante da Fórmula 1. Corrida esta que marcou uma nova era para o esporte, que até hoje, a cada ronco de motor, lamenta a perda de grandes pilotos.

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