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» » » » » Abre Aspas: Pedro Garrafa, fundador da Truck Racing

Nossa entrevista exclusiva dessa semana é com Pedro Garrafa, construtor e piloto de carros de corrida, o criador da Truck Racing. Ele conta a origem de sua paixão pelo automobilismo, o surgimento da Truck Racing e o que faz nos dias atuais. Pedro opina sobre Fórmula 1, Felipe Massa e a Stock Car e projeta o futuro do automobilismo brasileiro. 

Vagner: Como surgiu a sua paixão pelo automobilismo? Veio da inspiração em alguém em especial?

Pedro: Eu praticamente nasci no meio automobilístico, porém mais por vocação, pois sempre fui e serei um amante do automobilismo. Eu nasci no Bairro Canindé em São Paulo aonde já existia a ESCUDERIA LOBO , do saudoso Camillo Christofaro, nasci ouvindo o ronco dos motores e cresci vendo o desenvolvimento dos carros na citada escuderia, dai fui contaminado e continuo até os dias de hoje.

Vagner: O que é a Truck Racing Competições e como é o trabalho da categoria durante o ano?

Pedro: O automobilismo me contagiou de uma maneira tão intensa, que mesmo mais tarde eu mudando dali, mudando meu meio veio de vida, pois passei a estudar, fiz faculdade, me formei numa atividade bem diferente da que eu aspirava e gostava, mas não teve jeito, depois de um bom tempo longe das oficinas e do meio automobilístico , já um homem formado joguei tudo para o alto e passei a fazer o que eu mais gostava e sempre sonhava que era lidar com os carros de corridas, foi ai que criei a TRUCK RACING,  e passei a construir primeiramente equipamentos para os carros , depois passei a montar os carros e naturalmente tinha que experimenta-los, foi dai que descobri a minha verdadeira vocação: construtor e piloto de carros de corrida. Profissão essa que exerci ativamente nas pistas durante mais de 25 anos, portanto o que para uns era HOBBY para mim tornou-se PROFISSÃO, dai fiz do hobby a minha profissão, consegui aliar diversão e trabalho. É claro não foi tão fácil, mas eu não tinha limites nem fronteiras , e aonde surgia uma oportunidade de criar uma categoria ou vender carros , lá estava eu,  tive o prazer e a glória de andar em todos  os autódromos do país que existiam na minha época, e assim era meio de vida. Hoje estou aposentado e encerrei as atividades comerciais da Truck Racing, porém nunca deixei de lado ou completamente esquecido minhas atividades, e de vez em quando faço alguma coisa ou algum equipamento relacionado ao meio esportivo, quero dizer faço alguma coisa por encomenda e sem muito compromisso, mas nunca abandonei ou pensei em abandonar as pistas, tanto é que ainda mantenho comigo dois carros prontinhos zerados de competição e todo o material de uso na pista , inclusive a minha carreta para transporte dos carros. Está tudo guardado em um depósito hibernando e aguardando o momento certo para a volta, enfim está aguardando algum incentivo e patrocínio para poder voltar.

Vagner: As categorias de mais destaque do automobilismo no Brasil são a Fórmula 1 e a Stock Car. Como vê a atuação do brasileiro Felipe Massa na F1 e como vê a organização da Stock Car no país?

Pedro: Quanto a F1, no meu entender é uma categoria decadente, que apesar de todas as renovações tecnológicas não consegue reeditar o romantismo de 30 anos atrás, tem excelentes pilotos mas não tem emoção, parece até um jogo com cartas marcadas. Quanto ao Felipe Massa, nosso único representante na categoria, tenho apenas a dizer que ao invés de ficarmos criticando, fazendo chacotas, zombando dele, deveriamos é parabeniza-lo e ovaciona-lo, pois ele não está ali por acaso, pois ali é jogo duro e se tem alguns que não merecem estar lá por talento, estão é por muito dinheiro que levam, e o Massa já fez muito pelo nosso pais, pois teve a dura responsabilidade de fazer a vez de Ídolo que nós não temos mais e estamos tão carentes, coitado sobrou tudo para ele, portanto devemos é agradecer e não critica-lo, pois ele não pode andar mais que o carro que ele tem nas mãos e se está ali não é por acaso e sim por merecimento. Quanto a organização da Stock Car , eu talvez não tenha nenhuma autoridade para opinar, mas vou falar o que acho como um simples telespectador e pelo que vejo. Seria uma categoria espetacular se não houvesse tantos caciques e tantos pilotos cheios de mimimi, verdadeiras donzelas, ou melhor mauricinhos afortunados. É claro que não são todos, pois ali temos grandes e completos pilotos , não vou nem citar nomes para não ofender ninguém e nem fazer diferenças, mas que ali tem gente que não merece estar ali, isso tem, pois são cheios de frescuras e mesmisses. Vou citar apenas uma coisa, na minha época corríamos no braço, na lata, não tínhamos a parafernália eletrônica de hoje em dia, nem controle de suspensão, push boton, e outras coisas mais, e quando chovia ai é que tínhamos que correr para dar mais emoção ao público, hoje se der uma garoa as bonecas não querem nem alinhar, deixa disso, é melhor eu parar por aqui nesse assunto.

Vagner: Como vê o futuro do automobilismo brasileiro, acompanha as categorias menores e pode dizer algo sobre o que podemos esperar dos jovens pilotos?

Pedro: O futuro do automobilismo brasileiro é simplesmente sofrível, caótico e decepcionante, ou melhor sem futuro algum, pois ao invés de investirem mais no esporte a mídia televisiva mais ignora e marginaliza o esporte automotor, e as autoridades, então quero dizer os cartolas, ao invés de incentivar promovemmais cobranças e despesas para os poucos amantes e sobreviventes do meio. Só pensam em arrecadar e destruir o pouco que nos resta. Estão aí os exemplos de ao invés de construirem mais autódromos, eles fazem ao contrário, eles destroem e extinguem os poucos que temos, tai Jacarepaguá , Brasília e quase foi Curitiba, mas para construirem estádios de futebol, verdadeiras baleias brancas, isso tem dinheiro e incentivo. Enfim isso é um assunto muito longo e são tantos os absurdos neste pais que fico até indignado em pensar neles e comenta-los. Quanto aos jovens pilotos são dignos de dó, pois temos tantos talentos inexplorados e encobertos que dá até dó. Não temos nem categoria escola, o jovem piloto que aspira uma carreira profissional tem que ter muito dinheiro para sair daqui e se aventurar lá fora, hoje em dia nem os jovens pilotos de kart são vistos, são simplesmente ignorados, marginalizados e desprezados, é uma pena, pois se continuarmos  com esses costumes e essa cultura nunca mais teremos um grande ídolo nacional no automobilismo.

Vagner: Como é seu dia a dia fora do automobilismo, o que gosta de fazer nas horas vagas?

Pedro: Quanto ao meu dia a dia, eu não tenho muito o que dizer, pois faço muito pouca coisa nos dias de hoje, mas sempre estou ligado em tudo o que acontece com respeito ao automobilismo esportivo, mas continuo acessorando e fazendo de vez em quando algum trabalho para alguns pilotos meus fieis clientes e amigos. E nas horas vagas eu simplesmente gosto de NÃO FAZER NADA MESMO. Gosto de ir na praia e caminhar um pouco observando a natureza, pois sou privilegiado de morar num lugar absolutamente fantástico e maravilhoso de uma vislumbrante natureza, por isso sou feliz e agradecido a DEUS. Hoje me considero uma pessoa completamente realizada, pois corri de tudo o que tive vontade e do que pude, DEUS me favoreceu com mais isso, portanto sou muito grato a DEUS por me conceder tudo isso, e ainda me manter com muita vontade de lutar e viver pelo automobilismo de competição. 

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