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» » » » » Máquina do Tempo: A grande virada do Santos no Pacaembu

O Santos havia perdido o primeiro jogo para o Fluminense por 4 a 1 e precisava tirar a diferença de três gols se quisesse fazer a final contra o Botafogo. E o impossível aconteceu. Com um irresistível espírito vencedor, inflamado por sua torcida e com um camisa 10 fazendo coisas que desde um certo Pelé não se via, o Santos goleou o Tricolor por 5 a 2 em uma das partidas mais sensacionais da história do Campeonato Brasileiro. O que o time alvinegro jogou naquele dia foi algo impensável e inesquecível, coisa de cinema. E o que Giovanni fez com a bola também ficou marcado para sempre. Dois gols. Três assistências. Uma atuação de gala que rendeu o apelido de “Messias” tamanha sua genialidade e premonição sobre o que ia acontecer naquele dia. O Santos em campo: com praticamente quatro atacantes e Giovanni como um "falso" nove, o time voou contra o Flu.
Num gesto de imensa confiança e força, a torcida santista lotou o estádio. Ela cantava sem parar, empurrava o time e acreditava no quase impossível. A partida começou e o Santos foi logo dando seu cartão de visitas com um chutaço de Carlinhos. O Fluminense respondeu com Renato Gaúcho, mas Marcos Adriano tirou e salvou o goleiro Edinho. Mas foi só. Aos 25 minutos, Camanducaia fez uma jogada pela esquerda e foi derrubado. Pênalti. Giovanni bateu no cantinho, o goleiro Wellerson ainda foi, mas não pegou. Santos 1 a 0. Aos 29´, Carlinhos tocou para Giovanni esperando uma tabelinha na entrada da área do time carioca. Mas o camisa 10 não entendeu assim. Ele pegou a bola, deu um drible homérico em Alê e chutou de bico, alto, forte, preciso: 2 a 0. Golaço. O Fluminense era teimoso e outra vez foi ao ataque, mas Edinho salvou. Macedo, o endiabrado camisa 7, chutou uma bola na trave. O Santos ainda tentou mais duas vezes, mas a bola teimava em não entrar. Ao término da primeira etapa, os jogadores do Fluminense foram para o vestiário agradecer por não estarem perdendo de mais. Os do Santos, quebrando o protocolo, permaneceram no gramado do Pacaembu.
Logo aos cinco minutos, Giovanni recebeu na meia-lua da grande área e viu Macedo. Com um toque leve e preciso, ele deixou o camisa 7 no jeito para o gol tão sonhado pela torcida: 3 a 0. Apenas dois minutos depois, falta cobrada na área alvinegra, chute na trave e no rebote Rogerinho marca de cabeça: 3 a 1. A vantagem voltava a ser tricolor. Aos 16´, bola lançada na ponta esquerda da defesa do Fluminense. Era para o defensor Alê dominar e dar chutão. Mas eis que Don Giovanni saiu em disparada, na surdina e no cangote do jogador carioca. Estabanado e aterrorizado com a presença do Messias, ele perdeu a bola. Giovanni invadiu a área e chutou. Wellerson defendeu, mas a bola sobrou para Camanducaia marcar: 4 a 1. O Santos repetia o placar do Maracanã. Ronaldo Marconato foi expulso. Parecia a oportunidade de o Fluminense reagir. Aos 37´, Giovanni, cercado por três tricolores  anteviu a passagem de Marcelo Passos e tocou de calcanhar para o companheiro. Passos correu, cortou para o lado direito e bateu: 5 a 1. O Fluminense ainda quis jogar água no chope com mais um gol de Rogerinho, aos 39´, mas era tarde. Santos 5×2 Fluminense. O Pacaembu era puro delírio, felicidade e alegria. Depois de 12 anos, o Santos voltava a uma final de Campeonato Brasileiro.

Data: 10 de dezembro de 1995
Campeonato Brasileiro de 1995
Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP), Brasil
Juiz: Sidrack Marinho
Público: 28.090 pessoas (o tobogã estava interditado neste jogo, por isso o público reduzido)

Santos: Edinho; Marquinhos Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos, Giovanni e Marcelo Passos (Pintado, depois Marcos Paulo); Camanducaia (Batista) e Macedo. Técnico: Cabralzinho.

Fluminense: Wellerson; Ronald, Lima, Alê (Gaúcho) e Cássio; Vampeta, Otacílio, Aílton e Rogerinho; Renato Gaúcho e Valdeir (Leonardo). Técnico: Joel Santana.

Placar: Santos 5×2 Fluminense (Gols: Giovanni-SAN, aos 25 e aos 29´ do 1º T; Macedo-SAN, aos 5´, Rogerinho-FLU, aos 7´, Camanducaia-SAN, aos 16´, Marcelo Passos-SAN, aos 38´ e Rogerinho-FLU, aos 39´do 2º T).
Fonte: Imortais do Futebol

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