#futebolrc

    ...
... ... ... ... ...

Notícias

Rádios
Rádios
Rádios
Rádios
» » » Almanaque do JEC: Washington Rodrigues, o Apolinho

Washington Carlos Nunes Rodrigues, também conhecido como Apolinho ou Velho Apolo nasceu no Rio de Janeiro, em 1° de setembro de 1936, é um radialista, jornalista esportivo, treinador de futebol e dirigente esportivo brasileiro. Também conhecido como Apolinho - porque usava um microfone sem fio que era utilizado pelos astronautas da Missão Apollo 11, em 1969 -, Washington começou sua carreira na Rádio Guanabara, atual Rádio Bandeirantes Rio de Janeiro, tendo trabalhado em todas as grandes emissoras de rádio e televisão da cidade. Apolinho é o criador de inúmeros bordões e gírias populares, como: "Entre mortos e feridos, salvaram-se todos", "Chocolate" (que indica uma goleada), '"estopa"'(que indica bola dentro do gol), "'Geraldinos e Arquibaldos", "Mais feliz do que pinto no lixo", "Capinar sentado", "Ô, rapaz", "Briga de cachorro grande", "Tá tão quente que urubu voa com uma asa e se abana com a outra","Bangu faz tanto calor que parece uma lata de alumínio esquenta muito e esfria rápido" entre outros. 
Washington Rodrigues também se aventurou diretamente no futebol, onde teve duas passagens pela equipe do Flamengo: em 1995, como treinador, e a outra, em 1998, como diretor de futebol. Sobre esta experiência, ele comentou, certa vez: “ "Eu não sou técnico e nunca fui, mas o Flamengo não me convidou, me convocou. E todas as vezes que ele me convocar eu vou, pelo Flamengo eu faço qualquer coisa, se o goleiro se machucar e precisar de mim no gol eu vou lá e jogo, pelo Flamengo eu faço qualquer negócio, chamou eu tô dentro, qualquer coisa que quiserem eu vou. Estava jantando e o Kleber Leite me convidou para encontrá-lo em um restaurante. Imaginei que queria conselhos sobre o momento do time e fui preparado para sugerir a contratação do Telê Santana. Ninguém queria pegar o Flamengo. O papo varou a madrugada. Até que por volta das 3h30 havia um prato virado na mesa e sem uso. O Kleber me disse que tinha um nome e pediu para que virasse o prato. Quando vi que era o meu tomei um susto e perguntei se ele estava brincando. Pensei rápido e aceitei, já que o Flamengo é uma convocação. Foi uma correria. Tinha que me desligar da rádio, TV, jornal. Tudo para evitar conflito.”
Em 1995, ano do centenário do Flamengo, Apolinho viveu uma situação inusitada ao ser convidado pela diretoria capitaneada pelo então presidente e também ex-radialista Kléber Leite à assumir o comando da equipe rubro-negra. Ele aceitou o convite e entrou no lugar de Edinho, que havia substituído Vanderlei Luxemburgo, demitido após ser derrotado na final do Campeonato Carioca pelo Fluminense. Acostumado ao auxílio da TV nas cabines de transmissão, Apolinho solicitou algo incomum quando comandou o Flamengo: a colocação de uma televisão no banco de suplentes para ajudar na análise do jogo. Segundo ele, o pedido foi feito "porque eu nunca consegui ver futebol no nível do campo." “ "Não se tem visão do campo da lateral. O treinador ainda sofre com o desnivelamento que há entre o campo e a lateral. Se o ponta-esquerda for baixinho, aí que você não vê nada mesmo". ” Sua estréia foi no dia 14/09/1995, quando o Fla derrotou o Vélez Sársfield da Argentina, por 3x2, em partida válida pela Supercopa Libertadores 1995. Sua última partida ocorreu no dia 09/12/1995 (Flamengo 2x2 União São João). Seu trabalho foi prejudicado pelo momento conturbado que vivia o clube, afundado em dívidas provocadas por contratações faraônicas e mal sucedidas. Outrossim, Apolinho levou o time ao vice-campeonato da Super Copa dos Campeões da Libertadores. Segundo o Almanaque do Flamengo de Roberto Assaf e Clóvis Martins, Apolinho comandou seu time do coração em 26 jogos, com 11 vitórias, oito empates e sete derrotas[4] (aproveitamento de 52,56%). No final do ano, ele entregou o cargo para que Joel Santana assumisse o time no ano seguinte. Uma curiosidade a respeito desta passagem como técnico foi que o Sindicato dos Treinadores do Rio entrou com um recurso, alegando que "a lei determina que só pode ser técnico quem fez curso promovido pelas federações de futebol." Por conta disso, sem diploma, Apolinho assinava a súmula para ficar no banco de reservas como dirigente. Foi por isso que nos jogos realizados no Brasil, ele não saia do banco de reservas para chegar à beira do campo. Quem fazia isso era o treinador de goleiros, Paulo César, que, na súmula oficial do jogo, assinava como técnico da equipe. Um exemplo de seu trabalho psicológico com os jogadores foi feito com o jogador Sávio, que não vinha em boa fase. Apolinho disse ao jogador: "Sávio, no céu há milhões de estrelas. Não fique olhando para as estrelas do Romário e do Edmundo. Olhe para a sua". Logo no jogo seguinte, Sávio marcou dois gols e foi o melhor em campo. Além disso, segundo uma reportagem do site Folha de S.Paulo, em sua passagem como técnico, ele também apostou na chamada "pedagogia do malandro". Como um exemplo desta "pedagogia do malandro", dois dias antes de seu primeiro jogo à frente da equipe, ele disse aos jogadores: "A partir de agora, ninguém escova dentes, se penteia ou faz a barba. Vamos assustar os caras na entrada em campo."
Em 1998, novamente Kléber Leite convidou Apolinho para trabalhar no clube, mas desta vez para assumir a direção técnica do Flamengo. Este convite foi visto como uma grande jogada política de Kléber Leite, tendo em vista a proximidade das eleições e o perfil agregador de Apolinho. Apolinho assinou um contrato que se estenderia até o fim de 1999. Deixou a direção técnica do clube, porém, ao final de 1998. 
No Jornal Meia Hora, Apolinho escreve a coluna Geraldinos & Arquibaldos, de conteúdo leve e bem humorado. Comanda na Super Rádio Tupi, desde fevereiro de 1999, o Show do Apolinho, que é líder absoluto de audiência de segunda a sexta das 17h00 às 19h00, além de participar da programa Show da Manhã, apresentado por Clóvis Monteiro, com duas edições de Geraldinos & Arquibaldos, às 07h45 e às 08h45, uma criação do próprio Apolinho. Também é o comentarista titular da equipe de esportes da rádio e deve integrar a nova equipe do programa de Antônio Carlos, que após 30 anos voltou a emissora. Semanalmente participa do programa "Redação SporTV".
Fonte: Wikipédia 

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply