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» » » » Canetadas: Desejo de equipe competitiva esbarra em elenco limitado

A torcida da Ponte-Preta que esteve presente em peso no Estádio Moisés Lucarelli na tarde deste domingo para a primeira partida das finais do Campeonato Paulista de 2017 retornou a conceder uma superlotação ao clube campineiro depois de muito tempo. Os fanáticos pela Macaca não apresentavam um público de tanta expressão desde a final da Copa Sul-Americana, onde mais a vez o vice campeonato foi o limite da equipe, pois o torcedor se cansou de uma equipe que "apenas" entra nos torneios para participar. E as aspas são para exemplificar que para muitas outras agremiações e até mesmo pela grande mídia, a Ponte-Preta faz uma grande campanha em permanecer na série A do Campeonato Brasileiro já há alguns anos ou mesmo é suficiente para outros que a Macaca seja a quinta força do futebol de São Paulo. Mas não é esse o sentimento que existe dentro do coração do torcedor da Ponte-Preta, que vê o seu rival Guarani, mesmo que em divisões inferiores, alcançar grandes públicos no estádio vizinho nos acessos e competições de mata-mata. Se em uma visão geral a Ponte-Preta chegou longe neste Paulistão, para o torcedor do lado preto e branco de Campinas, a dor de quem nunca foi campeão de um torneio de expressão, com o seu maior rival na cidade sendo o único campeão brasileiro do interior, aumento mais ainda com a derrota de ontem e mais um provável quase.
Quando Eduardo Baptista anunciou a sua saída do Moisés Lucarelli, a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro de 2016, o interino Felipe Moreira assumiu a Macaca para a última partida na competição e não saiu mais até meados dessa fase de classificação do Campeonato Paulista. Filho do ídolo Marco Aurélio, o jovem treinador fazia uma boa campanha no estadual, mas aquela sede de disputar um título, ardente na alma do torcedor da Macaca, fez com que a sua saída se antecipasse ao ocorrer a eliminação na Copa do Brasil diante do Cuiabá, nos pênaltis e em casa. O orgulho que faz pulsar um coração identificado com as cores da centenária equipe de Campinas manteve João Brigatti por algumas semanas no comando da "nega veia", com a sua história de ídolo do clube e aquela raça tão esperada que ainda não tinha aparecido. Na derrota para o Santo André as chances de classificação ficaram remotas e eis que surgiu Gilson Kleina, de volta a casa onde foi feliz, para novamente sorrir com a classificação em segundo lugar no grupo, despachando um surpreendente Mirassol, e ficando atrás apenas do Santos, vice campeão brasileiro e que não passou das Quartas de Finais quando enfrentou a personagem principal deste texto. Nem mesmo o atual campeão do Brasil foi capaz de parar o ataque goleador da Macaca, ponto forte do time e tantas vezes contestado pela própria torcida, principalmente na figura de Clayson.
Para quem vê as especulações de Clayson em equipes como Santos e Corinthians e não assistiu a uma partida da Macaca ouvindo a torcida se manifestar sobre o camisa 7, não sabe realmente o quanto a sua saída não seria uma tormenta para os alvi-negros. Desde Vinícius Eutropio, passando por Galo e Eduardo Baptista, Felipe Moreira e agora Gilson Kleina, o que mais se houve nas arquibancadas do Majestoso é a pergunta do que o Clayson está fazendo em campo. Ele erra passes, finaliza mal e não cansa de ser eleito o pior em campo pela imprensa local, mas sempre está lá. A resposta dada pelos seus treineiros e por alguns comentaristas locais é de que ele é aquele jogador que todo técnico gosta, por cumprir as funções táticas necessárias, como Everton faz no Flamengo por exemplo, e por isso não se destaca tanto aos olhos da torcida, que vê com bons olhos a sua cogitada troca com o Corinthians por Mendoza, Luciano e Moisés. A Ponte-Preta mostrou nessa tarde ainda que realmente tem um elenco limitado, principalmente no setor defensivo, quando Marlon, reforço vindo do Atlético Goianiense, suspenso não atuou, fazendo muita falta e pedindo a presença do terror da zaga alvi-negra em campo. A torcida viu mais uma atuação comprometedora de Fábio Ferreira, que há tempos não inspiração confiança pelos clubes que passou. Yago, lesionado, saiu deixando as impressões de que ainda precisará amadurecer muito, enquanto Kadu, segue recebendo tantas quantas críticas. Jefferson vinha substituindo bem a Nino Paraíba, que ontem não mostrou resultados em campo, enquanto pela esquerda, Reynaldo, jovem zagueiro da base, ainda disputa posição com o titular mais ofensivo Artur, vindo do Internacional. Renato Cajá, que voltou para atuar no campeonato paulista, mais uma vez se lesionou e em nada contribuiu para que a Macaca chegasse a final, a seguir nessa toada irá perder espaço para o também recém chegado Xuxa, que não pode atuar no Campeonato Paulista, por já ter vestido a camisa do Mirassol, mas estará a postos para o Brasileirão. As  outras opções de banco para o ataque são o jovem Ravaneli, o instável Lins e o poderia surgir a aposta no promissor Léo Cereja, que foi emprestado ao Audax durante o Paulista e será novamente emprestado ao mercado para ganhar a popular rodagem. O certo é que não ter uma equipe competitiva irá gerar um novo campeonato brasileiro de públicos inferiores a quatro mil presentes por partida e uma campanha apenas para brigar pela permanência na primeira divisão, o que irá dar números maiores ao jejum existencial de títulos da Ponte-Preta.

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