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» » » » » » » "Caso Victor Ramos" pode levar Internacional a exclusão da Série B

O Internacional tentou reverter o rebaixamento com a possível escalação irregular do zagueiro Victor Ramos, à época no Vitória, naquele que ficou conhecido como "caso Victor Ramos". As denúncias feitas pelo Inter mostravam o nome de Reynaldo Buzzoni, diretor de registros e transferências da CBF. Em seguida, Buzzoni questionou a validade do documento. Após inquérito realizado no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), duas perícias foram realizadas e uma delas comprovou que os e-mails enviados pelo clube foram adulterados por Francisco Godoy, representante do jogador.
A investigação foi conduzida pelo auditor Mauro Marcelo, delegado de polícia em São Paulo e ex-diretor da Abin (Associação Brasileira de Inteligência). As perícias nos e-mails apresentados pelo Inter e pela CBF foram feitas em locais diferentes; uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. O conteúdo das mensagens foi confrontado, e a conclusão de uma das perícias aponta que os e-mails enviados pelo Colorado sofreram modificações que descaracterizam o conteúdo da mensagem original. Em uma das frases no e-mail enviado pela CBF, consta a seguinte mensagem: "O Palmeiras e o clube mexicano devem dar uma conclusão ao TMS sobre o empréstimo do atleta para o Palmeiras". Já no e-mail do Inter, a frase aparece com conteúdo diferente: "Precisa-se analisar se o empréstimo estiver concluído, o ITC permanece no Brasil e o jogador não terá mais vínculo com o mexicano". 
Outra mensagem também apresenta diferenças em comparação com a que foi enviada pela CBF, inclusive em relação ao remetente. No e-mail da confederação, consta o nome de Bernardo Zalan, funcionário da entidade. Na versão adulterada, o responsável pela mensagem é Reynaldo Buzzoni. O clube gaúcho também realizou perícia para rastrear as mensagens adulteradas. Descobriu-se que elas passaram nas mãos de advogados e empresários muito antes de chegarem ao Beira-Rio. No entanto, o primeiro a fazer as modificações foi o representante do zagueiro. Godoy repassou as mensagens ao Monterrey (México), clube ao qual o jogador pertencia e que encaminhou o e-mail ao empresário Décio Berman. Questionado, Gustavo Juchem, vice-presidente jurídico do Internacional, disse que o Colorado não checou a veracidade do e-mail e que acreditava que não havia motivos para suspeita.
A equipe colorada protocolou os e-mails adulterados no STJD às 18h56 do dia 7 de dezembro de 2016, 81 minutos depois de receber os arquivos. A denúncia foi, portanto, feita antes que o rebaixamento da equipe fosse concretizado, tendo em vista que a última rodada do Brasileiro aconteceu no dia 11. O inquérito já foi encerrado e, agora, cabe ao procurador-geral do STJD decidir se denunciará ou não o Internacional. O caso será encaminhado ao Ministério Público do Rio, por conter indícios de crimes previstos no código penal. Já o Inter foi indiciado no artigo 60 do código disciplinar da Fifa, que diz respeito ao uso de documentos forjados ou falsificados. A pena pode levar até a exclusão da equipe da Série B.

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