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» » » Almanaque do JEC: Fernando Solera

O grande e veterano Fernando Solera começou na Rádio Difusora AM em 1957. Ele trabalhou por mais de 25 anos na Rádio e na TV Bandeirantes, onde também acumulou o cargo de diretor de esportes.
Fernando Solera fez parte do trio que narrou a Copa de 70 pela inédita Rede Brasileira de Televisão, um pool de emissoras que dividiram a transmissão do campeonato vencido pela inesquecível Seleção Brasileira. Além dele, Geraldo José de Almeida e Walter Abraão participaram das narrações (meia hora cada um).Desde 1989, Solera integra o time da TV Gazeta, atuando como narrador esportivo.
Em 6 de julho de 2016 o UOL publicou matéria sobre Fernando Solera, escrita pela jornalista Luiza Oliveira. O texto segue abaixo, na íntegra:
“O senhor é o Fernando Solera? Faz tempo que não vejo o senhor", diz o rapaz que se aproxima e estende a mão para o cumprimento. O assédio nas ruas ainda é comum para o narrador e comentarista que foi a voz da TV Gazeta por tantos anos. Mesmo não estando mais sob os holofotes da televisão e passeando tranquilamente por um shopping da Avenida Paulista há poucos quarteirões de casa. Um gesto normal de um senhor de 84 anos.
Fernando Solera está longe da televisão desde março de 2014, quando foi demitido da TV Gazeta após 25 anos de serviços prestados. Mas engana-se quem pensa que ele guarda qualquer chateação. Tudo é muito bem resolvido. Deu o tempo certo, lei natural da vida.
“Às 10h da noite termina a vida desse shopping, chegou as 22h da minha carreira. Sou apenas grato. O homem inteligente tem que saber qual a hora de deitar para dormir, e a hora de parar de trabalhar. Tenho 56 anos de profissão, aspirar mais o que?”, avalia ele, em entrevista ao UOL Esporte.
“A gente tem que ter noção das coisas. Encerrei minha carreira depois do meu ultimo compromisso, não conversei com nenhum colega. Ou seja, não quero, estou bem calminho”.
Solera mostra lucidez ao avaliar a carreira. Fez grandes coberturas, trabalhou em algumas das principais emissoras do país, teve o privilégio de narrar o Brasil de Pelé na Copa de 70. E o que ele mais se orgulha é ter ajudado muita gente no início de carreira. Sua lista de pupilos inclui Álvaro José, Elia Júnior e até Galvão Bueno que já se derreteu em elogios ao precursor.
Hoje, ele se sente realizado. Sabe que não se tornou uma grande estrela do jornalismo e nem sequer foi um protagonista do Mesa Redonda, programa de debates da TV Gazeta que atingiu seu auge na década de 80. Mas ele nem teve essa pretensão ou vaidade para se importar com isso. Sabia o seu papel.
“A minha função era a de locutor esportivo, não era apresentador. Eu ocupava bem o meu papel. Não tinha pretensões de ser estrela.  Na minha época não havia a figura do narrador estrela, minha fase já tinha passado quando o Galvão explodiu. Eu conheci o Cléber Machado quando ele tinha sete anos de idade porque eu era amigo do pai dele. Quando eu estava terminando, eles surgiram. Conquistei mais que merecia, não tenho tudo que queria, mas tenho mais do que mereço”, avalia.
“Sinceramente, não acho que o locutor tem que ser artista de vídeo, artista é o jogador. O locutor faz a legenda da imagem, não adiantar querer inventar, jogador tem que ser mais importante que a imagem”.
Não bate uma ponta de ciúmes nem ao relembrar o tempo em que Roberto Avallone deixou o programa e abriu uma lacuna. “Fez muita falta. Mas não era a minha vez e hora”, conta.
Solera guarda boas recordações do Mesa Redonda e até hoje cultiva as amizades que conquistou com almoços e jantares regulares com Chico Lang, Flávio Prado e companhia. Para ele, o programa marcou época ao ser pioneiro no formato de debates e copiado pelas outras emissoras.
“O Mesa Redonda é imperecível, hoje em todos os canais existe sessão de debate. A Gazeta foi pioneira, e o espírito jornalístico prevaleceu. Ate hoje, todo mundo no domingo à noite liga a TV  para ver o que o Flávio Prado e o que o Chico Lang vão dizer, concordando ou não. É muito forte. E não tem texto, roteiro, o que cada um deve dizer. É super democrático”.
Depois de deixar a Gazeta, Solera aproveitou para colocar a vida pessoal em dia. Passou a se dedicar mais aos filhos já crescidos e especialmente à esposa. As viagens viraram o passatempo preferido do casal que nesse tempo foi para Nova York, Buenos Aires, Montevideo, Foz do Iguaçu… e já planeja as próximas.
Mas hoje, pouco mais de dois anos depois da despedida, Solera sente falta do trabalho. E tem disposição de sobra para voltar à ativa. Estuda abrir um negócio, mas o que gosta mesmo é o jornalismo. Gostaria de ter uma coluna no jornal ou um blog na internet para analisar o futebol e dar seus pitacos.
Voltar a frequentar estádios não está nos planos depois de 56 anos de carreira em que passou pela Rádio Difusora , rádio e TV Bandeirantes e TV Record antes de chegar à Gazeta. Os bons momentos no estádio ficarão apenas na lembrança, sendo o mais marcante a cobertura do tricampeonato na Copa de 70. “Foi muito especial por vários motivos. Foi a primeira transmissão ao vivo, teve o tricampeonato e juntou vários gênios como Piazza, Clodoaldo, Rivelino, Pelé… “, conta ele que não sabe muito bem explicar o privilégio de ver o maior de todos os tempos in loco. “Ele jogava demais, mas quando a  gente via o Pelé em campo, a gente já estava acostumado.  É igual perguntar para um milionário como é ser milionário. Para ele, é normal”.
Fonte do texto e da imagem: Site Terceiro Tempo

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