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» » » » Há 15 anos o Brasil conquistava o Pentacampeonato Mundial de Futebol

Pela primeira e até agora única vez, dois países dividiram o papel de sede da Copa do Mundo em 2002: o Japão e a Coréia do Sul. Também foi a primeira vez que o Mundial de futebol saiu do circuito Europa-América. Foram 20 estádios em 20 cidades, dez japonesas e dez sul-coreanas. Além disso, foi a Copa que mostrou o retorno de Ronaldo Nazário, o Fenômeno, em sua máxima forma, após superar graves lesões no joelho. Pouco se esperava e tudo se conseguiu daquela seleção brasileira de 2002. A campanha da equipe de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, foi impecável: sete jogos, sete vitórias. Alicerçado em Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho — os três Rs —, o Brasil jogou para escanteio os temores que a caminhada irregular nas eliminatórias deixara e foi campeão com sobras, tornando-se pentacampeão, um título até hoje único. Alemanha e Itália têm quatro campeonatos mundiais.
Foi um encontro inédito em finais de dois gigantes: Brasil x Alemanha. A decisão da Copa do Mundo aconteceu no dia 30 de junho, no estádio de Yokohama, no Japão. O Brasil entrou em campo com Marcos; Lúcio, Roque Júnior e Edmílson; Roberto Carlos, Gilberto Silva, Kléberson, Cafu (capitão) e Ronaldinho Gaúcho; Rivaldo e Ronaldo. Com a segurança do goleiro Marcos, o talento de Rivaldo e a genialidade de Ronaldo, o Brasil venceu a Alemanha por 2 a 0. O jogo nervoso durou até os 22 minutos do segundo tempo, quando Ronaldo roubou a bola e serviu Rivaldo. Kahn não segurou o chute do meia, e a bola sobrou limpa para o Fenômeno fazer 1 a 0. Pouco depois, Rivaldo fez um belo corta-luz para Ronaldo marcar o segundo e definir a conquista do pentacampeonato, em uma vitória incontestável da seleção canarinho. Foi o triunfo de Scolari e seus comandados — a chamada "família Scolari".
A edição extra do GLOBO publicada ao fim da partida, em 30 de junho de 2002, exalta a conquista do penta: “Salve os pentacampeões do mundo. A partir de hoje, após a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha na final da Copa da Coréia do Sul e do Japão, eles têm lugar eternizado na galeria dos heróis do futebol brasileiro, ao lado de Pelé, Garrincha, Gerson, Romário, Taffarel e todos que participaram das conquistas de 58, 62, 70, 94 e 2002”.
Foi a Copa de Ronaldo, o Fenômeno. Recuperado de graves lesões no joelho, o atacante alcançou sua consagração máxima ao ser campeão, artilheiro e craque da seleção campeã de 2002. Ronaldo terminou como o artilheiro da competição, com oito gols, e 12 em duas copas, superando Pelé, que fez 12 em três copas, conforme lembraram Antonio Maria Filho e Tadeu de Aguiar em reportagem na edição extra.
A campanha teve vitórias sobre Turquia (2 a 1, gols de Ronaldo e Rivaldo), China (4 a 0, gols de Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo), Costa Rica (5 a 2, gols de Ronaldo, duas vezes, Edmílson, Rivaldo e Júnior), Bélgica (2 a 0, gols de Rivaldo e Ronaldo), Inglaterra (2 a 1, gols de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho), novamente Turquia (1 a 0, gol de Ronaldo) e Alemanha (2 a 0, dois gols de Ronaldo).
Em uma decisão no mínimo discutível, o goleiro alemão Oliver Kahn foi eleito o craque da Copa do Mundo de 2002. Curiosamente, superou seu algoz, Ronaldo, autor dos dois gols sobre ele na final — um deles em visível falha do arqueiro. A explicação é que os votos foram dados antes da decisão. Coube ao capitão Cafu, único jogador a disputar três finais consecutivas em Copas, a honra de receber e levantar a taça. O Brasil passou a ser o único país a vencer em todos os continentes onde a competição foi disputada: 1958, Suécia; 1962, Chile; 1970, México; 1994, EUA; e Ásia.
A equipe completa que conquistou o pentacampeonato, liderada por Scolari, era formada por Marcos (goleiro), Lúcio (zagueiro), Roque Júnior (zagueiro), Edmílson (zagueiro), Cafu (lateral), Roberto Carlos (lateral), Gilberto Silva (volante), Kléberson (volante), Ronaldinho Gaúcho (meio-campo), Rivaldo (atacante) e Ronaldo (atacante). Os reservas: Dida (goleiro), Rogério Ceni (goleiro), Anderson Polga (zagueiro), Belleti (lateral), Júnior (lateral), Vampeta (volante), Ricardo (meio-campo), Juninho (meio-campo), Kaká (meio-campo), Denílson (atacante), Edílson (atacante) e Luizão (atacante).
Fonte: Acervo O Globo

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