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» » » » » O Centenário Estádio dos Aflitos: Do sonho ao pesadelo para o Náutico


O Estádio dos Aflitos completa um século de história em 2017. Trata-se de um ícone do futebol pernambucano, onde foram realizadas mais de 3 mil partidas, segundo dados do pesquisador Carlos Celso Cordeiro. 
Desempenho do Náutico nos Aflitos
1.768 jogos*
1.138 vitórias (64,37%)
336 empates (19,00%)
294 derrotas (16,62%)
70,7% de aproveitamento
* Competições oficiais e amistosos
Os clubes que mais atuaram nos Aflitos
1.768 – Náutico
540 – Santa Cruz
412 – Sport
As 15 finais do Campeonato Pernambucano nos Aflitos
7 títulos – Náutico (1950, 1951, 1960, 1963, 1966, 1968 e 1974)
5 títulos – Sport (1917, 1949, 1953, 1955 e 1975)
3 títulos – Santa Cruz (1947, 1959, 1969)
No segundo semestre de 2013, quando fez as malas e mudou-se dos Aflitos para a Arena Pernambuco, o Náutico planejava dar um salto de qualidade que o colocaria na elite do futebol brasileiro. Mas o sonho de 2013 tornou-se um pesadelo em 2017, quando a tradicional agremiação do Recife passa por uma das situações mais tristes de sua história. O time se acostumou a jogar diante de cadeiras vazias e não mantém em dia os salários de seus atletas e demais funcionários. Em 2011, o Náutico assinou um contrato de 30 anos de duração com a Odebrecht, construtora e administradora do estádio localizado em São Lourenço da Mata, na Grande Recife. O acordo previa que, além de não ter despesas com o estádio, o clube alvirrubro receberia R$ 500 mil mensais para ser o usuário de um equipamento que, sem ele, poderia se transformar em um elefante branco. No entanto, a Odebrecht, envolvida na Operação Lava Jato, rompeu o contrato assinado e restou a equipe o único benefício de não pagar para usar a Arena.
Em um estádio localizado a 23 quilômetros do centro do Recife, e com um precário acesso por transporte público, o Náutico se viu abandonado.
Quando anunciou a construção da Arena, o governo pernambucano prometeu que seria erguida em seu entorno a Cidade da Copa, complexo com prédios residenciais, universidade e centros comerciais. Nada saiu do papel e o local atualmente resume-se a um moderno estádio no meio do nada. Dirigentes e torcedores do Náutico estão convencidos de que a solução para a crise do clube é a volta aos Aflitos, o que tornou-se possível do ponto de vista legal quando o contrato com a Odebrecht foi rompido. O problema é a precariedade em que se encontra a velha casa alvirrubra, sem dinheiro para reformá-la. Há pouco tempo, a diretoria conseguiu um empréstimo de R$ 1 milhão para a obra, mas esse é apenas um terço do valor mínimo necessário para reabrir o estádio. E as perspectivas de obter o resto da verba em um prazo curto não são animadoras, até porque há outras despesas mais urgentes a serem cobertas. Como os salários, por exemplo, em débito desde março, e ainda há muitas dívidas do ano passado não quitadas. Evitar a queda para a Série C de 2018 e retornar aos Aflitos, localizado em um bairro nobre do Recife, com acesso muito fácil, são as aspirações de todos ligados ao Náutico. Por sua vez, a Arena Pernambuco se tornou um legado da Copa do Mundo que rapidamente revelou-se um imenso elefante vermelho e branco. Mais um, da manada que restou no Brasil pós sete a um.

Foto: Bobbi Fabisaky

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