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» » » » Muricy Ramalho comparece ao velório de Waldir Peres: "Ele não foi tão valorizado"

Acontece nessa terça-feira o velório de Waldir Peres, no Cemitério Gethsêmani, na zona sul da capital paulista. Nomes como Muricy Ramalho, Milton Cruz, além do ex-presidente do Tricolor, Carlos Miguel Aidar, fizeram questão de se despedir e dar apoio à família do ex-goleiro, que aos 66 anos não resistiu a um infarto no último domingo.
Abre Aspas para Muricy Ramalho, que foi um grande amigo de Waldir Peres. Juntos vestiram a camisa do São Paulo por seis anos, entre 1973 e 1979: 
“O Waldir foi um companheiro de muitos anos, primeiro no São Paulo. Jogamos muito tempo juntos, tínhamos amizade, antigamente o futebol era um pouco diferente, mais romântico. A gente ficava muito tempo no clube. Ele ficou 11 e eu fiquei seis anos como profissional do São Paulo. Depois nos separamos, fui para o México, e na volta, quando estava acabando minha carreira, fui para o América-RJ, e a gente encerrou a carreira juntos.
No América-RJ foi a melhor época nossa, porque nós já éramos casados, tínhamos filhos e a gente vivia em família mesmo. Foi quando comecei a conhecer bem o Waldir e sua família. Não é fácil você ver um jogador que jogou 11 anos em um clube como o São Paulo, que é gigante. Ele é o segundo jogador que mais jogou pelo São Paulo, três Copas do Mundo… não é para qualquer um. Acho que ele não foi tão valorizado. No Brasil as pessoas não valorizam muito os ídolos, né?! Um cara que disputou três copas do mundo, não é para qualquer um, tem que ser mais valorizado. Mas infelizmente o futebol brasileiro tem memória muito curta”.
Carlos Miguel Aidar esteve no velório e também recordou algumas memórias do ex-goleiro. Abre Aspas:
“Eu tenho uma lembrança muito grata dele, foi no dia 05/03/1978, quando o São Paulo foi pela primeira vez campeão brasileiro. Meu pai era presidente do São Paulo naquele memorável jogo no Mineirão, e o Waldir foi o protagonista daquele título na medida que ele conseguiu desestabilizar os batedores do Atlético-MG. O Waldir sempre foi uma pessoa muito querida, estava falando com a viúva dele agora há pouco, lembrou-se dos bons momentos que ele conviveu com o meu pai e a nossa família. Eu conheci o Waldir muito mais como pessoa do que como profissional. Na época eu era apenas filho de um presidente do São Paulo, embora já fosse conselheiro do clube. Então sinto muito pela pessoa, mas a gente vê que o mundo do esporte sente muito pelo profissional. Não é porque ele veio a falecer que ele se tornou uma pessoa boa, o Waldir sempre foi uma pessoa boa, querido, amigo, sempre teve uma palavra agradável pra dizer”.

Foto: Sergio Barzaghi

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