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» » » » » Os doze anos do Tri da Libertadores refundam novamente o clube da fé

A reunião na rua 11 de agosto refundou em 16 de dezembro de 1935 o clube que nasceu em 25 de janeiro de 1930. Não tão simples de entender. Tão brasileiro quanto é paulistano o São Paulo que nasceu da fusão do futebol do Clube Atlético Paulistano com a Associação Atlética das Palmeiras, que nada então tinha a ver com a futura Sociedade Esportiva Palmeiras. SPFC que herdou o DNA das conquistas futebolísticas do Paulistano na era amadora. O grande campeão paulista até o profissionalismo, em 1933. A conquista do primeiro título desde 1931. Aquele da “moeda que caiu em pé” em 1943. Para não mais cair desde então. Foi assim com a Máquina tricolor nos anos 1940. Não foi tanto nos anos 1950, e não foi nada enquanto se construiu e se finalizou o Morumbi, entre 1957 e 1970, na era de ouro do futebol brasileiro. Quando o anel superior foi fechado no Cícero Pompeu de Toledo, se iniciou um arco de conquistas impressionantes. Bi paulista em 1970-71 contra Santos de Pelé, Palmeiras de Da Guia e Corinthians de Rivellino. Vice brasileiro em 1971 e 1973. Vice na primeira Libertadores em 1974. Grande campeão paulista em 1975. Campeão brasileiro em 1977. Bi paulista em 1980-81 e bivice depois. Vice brasileiro em 1981. Campeão paulista com os Menudos em 1985 e 1987. Bi brasileiro em 1986. Campeão paulista em 1989. Em 1991 foi campeão paulista no mesmo ano em que foi tricampeão brasileiro. Com a base que seria campeã da Libertadores em 1992, campeã do mundo no meio das finais que deram no bi paulista. Bi da Libertadores e do Mundo, em 1993, com uma Supercopa no meio do caminho. Campeão da Conmebol em 1994 com os reservas dos reservas no Expressinho de Muricy. No time de Ceni. Na última conquista da Era Telê. Um vencedor como Feola, outro mítico campeão pelo Tricolor. Em 1998, contra o Corinthians, deu título paulista. Em 2000 contra o Santos também. O Rio-São Paulo enfim foi conquistado, em 2001. Em 2002, o Supercampeonato paulista era mais nome que importância. Mas a volta para a Libertadores com o terceiro lugar nacional em 2003 significava algo. Amarelou da cor do ouro do título paulista de 2005. O tri da Libertadores. 
Rogério Ceni, Amoroso, Paulo Autuori. O tri do São Paulo na Libertadores, que completa 12 anos neste 14 de julho, tem personagens pra lá de conhecidos. Protagonistas, figuras centrais de um título muito comemorado pelos tricolores. Depois de 12 anos, o clube voltava a conquistar o continente e se tornava o primeiro do país a erguer três vezes a taça de campeão da América. Após ser campeão paulista, Emerson Leão justificou sua saída do São Paulo, em meio à Libertadores de 2005. A diretoria tricolor sondou Muricy Ramalho, pensou em Zetti, mas, depois de uma partida sob o comando interino de Milton Cruz, contratou Paulo Autuori, que deixou a seleção do Peru e levou a equipe ao tricampeonato. Antes de sua chegada, o São Paulo havia sofrido nove gols em cinco jogos. Com Autuori, foram cinco gols em nove jogos, todos fora de casa. Falcão, o craque do futsal, vestiu o uniforme e entrou em campo. Pode se considerar campeão. Ele entrou no lugar de Danilo e participou de 16 minutos da vitória por 4 a 2 sobre a Universidad de Chile, na fase de grupos. Mas não resistiu à indiferença de Emerson Leão. Grafite era um dos principais jogadores do São Paulo na Libertadores. Convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa das Confederações e um dos artilheiros do time no torneio, ele vivia sua melhor fase quando, numa dividida com Marcinho Guerreiro, machucou o joelho direito na primeira partida das oitavas de final contra o Palmeiras. Marcinho Guerreiro, sem intenção, evidentemente, mudou a vida do São Paulo na Libertadores. Tirou seu principal atacante de ação, mas provocou a vinda de outro craque. A diretoria tricolor contratou Amoroso para vestir a camisa 9 nas semifinais e finais, e deu no que deu: dois gols, grandes atuações e o título. Quando o São Paulo venceu o River Plate por 2 a 0, na primeira semifinal, no Morumbi, o sentimento no vestiário era: “ganhamos até do juiz”. A arbitragem do uruguaio Gustavo Méndez revoltou dirigentes, jogadores e comissão técnica. Mas ninguém imaginava o que estaria por trás da atuação suspeita.
Méndez tinha moral na Conmebol, a ponto de ser escalado para uma semifinal entre clubes brasileiro e argentino. E mal sabia que estava no fim precoce de sua carreira. Apenas 11 dias depois, ele entraria em ação pela última vez: apitou Nacional x Rocha, considerado um dos grandes escândalos de arbitragem do futebol uruguaio, que teve influência direta no resultado da liga nacional. Foi expulso do quadro. No ano seguinte, um grampo telefônico registrou conversa em que o empresário Jorge Chijani admitia ter levado dinheiro de suborno do River para Méndez, no mês da semifinal contra o São Paulo: cerca de R$ 45 mil. A ligação dizia ainda que dirigentes do River costumavam agir nos bastidores para que Méndez apitasse seus jogos. Árbitro e clube argentino negaram tudo. Méndez reuniu documentos e apelou contra suas punições. Hoje, comenta na TV uruguaia. São personagens nem sempre lembrados  e que construíram a história do São Paulo que ainda seria tri mundial.
Faltava ainda um tri de fato. E veio em 2008. Tri brasileiro. Hexa brasileiro. 6-3-3! Não vai ter Libertadores em 2017. Ainda terá Raí. Continua a história. Tem time. Tem elenco. Tem base. Tem torcida – cada vez mais. Tem uma diretoria que precisa ser reformulada – cada vez mais. Tem dívidas que precisam ser contornadas. Mas para um clube que precisou ser refundado, pelos problemas e dívidas acumuladas entre 1930 a 1935, que quase não conseguiu se manter nos primeiros anos da refundação, os desafios de 2017 são fáceis de serem vencidos quando se tem fé no clube. Não por acaso, o Clube da Fé. Não é acaso que não haja desde 1935 um grande com tamanha média de conquistas como o São Paulo. Um clube que muitos rivais não gostam – e com muita emoção e razão e raiva. Um clube que faz questão de ser o mais querido pelos são-paulinos, e não pelos adversários – muitas vezes inimigos. Pode não gostar. Pode, muitas vezes, detestar. Mas tem de respeitar.

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