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» » » » ​Canetadas: Posse de bola é para quem tem jogadores de habilidade

​Os defensores do bom futebol, reforçam a tese defendida por Guardiola e escancarada pelo 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil na Copa de 2014, para criticaram o atual nível do futebol brasileiro. As equipes de melhores resultados nessa temporada tem deixado a pelota para o adversário e decidido a partida​ em uma marcação eficiente e um contra-capa que mortal. Com essa metodologia, o Corinthians foi campeão paulista e lidera a passos largos o Brasileirão, enquanto o Botafogo chegou as Semifinais da Copa do Brasil e as Quartas de Finais da Libertadores. A exceção tem sido o Grêmio, de futebol com a bola nos pés e os mesmos resultados do glorioso, além da vice-liderança do Brasileiro. Fábio Carille, Jair Ventura e Renato Portaluppi por sua vez tem sido considerados os melhores treinadores da temporada e os únicos com emprego garantido. Rogério Ceni, que optou pela estética de um futebol bonito caiu na controvérsia da afirmação de Muricy Ramalho que encabeça este texto. Se a equipe não for constituída de jogadores de qualidade, os resultados não vem, e a posse de bola defensiva não gera as vitórias que garantem a permanência do treinador a frente da equipe.
Um estudo acadêmico que analisou os jogos da fase final da Euro-2016, assinado por Claudio Casal (Universidade Católica de Valência), e colaboradores, indica que existe uma ligação direta entre a posse de bola e o lugar do campo onde ela ocorre. Descontado o imponderável do futebol e a qualidade dos atletas que fazem o conjunto, ter muito a bola na intermediária adversária, em vez de ficar com ela no meio campo ou na defesa, quase dobra a chance da vitória. Após a observação dos jogos de mata-mata do segundo campeonato de seleções mais importante do mundo, os pesquisadores conseguiram medir, com testes estatísticos, o que empiricamente até pode ser óbvio. Um time que quer ser vencedor, mostra o artigo publicado na revista "Frontiers in Psychology", precisa de uma estratégia ofensiva, que alie a posse de bola e presença no campo adversário. Essa receita, pelo menos na Euro analisada, em que Portugal bateu a França na final, e o País de Gales e a Alemanha caíram nas semifinais, deu quase 45% de chances de vitória aos times que a usaram na prática. Pelos dados dos pesquisadores, as seleções de mais sucesso na competição tiveram, em geral, maior posse de bola do que o adversário. Mais do que isso. A bola, dominada, rolou 20% mais do tempo no campo de ataque do que no da defesa.
Ter mais posse de bola num jogo de futebol significa o quê? Controle da partida? Pode ser. Superioridade sobre o adversário? Talvez. Ter um retorno fraco, em termos de resultado? O Brasileirão 2017 demonstra que justamente essa última - improvável - opção acontece com as equipes que ficam com a bola por mais tempo. Um dado quando se completaram 152 partidas do BR17, mostra que com predominância de posse para algum lado, o aproveitamento foi de apenas 32,9% para quem ditou o ritmo do jogo em 16 rodadas. Maior posse de bola, no recorte atual do Brasileirão, pode significar uma série de coisas: martelar o adversário quando o resultado desejado não está vindo; ter a bola e rodar sem muita objetividade, à espera de uma brecha na marcação; deixar espaços para a equipe que contragolpeia definir o jogo quando tem chance. Palmeiras e Grêmio são os recordistas de vitórias quando estão mais com a bola. Os gaúchos perderam jogos com mais de 50% de posse. Já o Verdão perdeu também mesmo sendo - em tese - superior ao longo dos 90 minutos. O Flamengo é disparado quem mais teve a bola diante dos rivais. E o grande líder Corinthians? Teve menos a redonda por vezes tantas que venceu e sofreu dificuldade quando teve maior posse de bola, inclusive na única derrota na competição nacional, para o Vitória. Contradição para o que foi tantos jogos invicto. E de uma leitura perfeita do atual momento do futebol brasileiro. Que valoriza pouco a técnica e prima pela organização para chegar aos resultados. O único interesse válido.

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