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» » » » » » Rueda: "O futebol brasileiro é referência. É um orgulho ser técnico do Flamengo"

O Flamengo apresentou nesta segunda-feira o técnico Reinaldo Rueda. O colombiano ainda depende do visto de trabalho para estrear no banco. Em espanhol, ele concedeu entrevista coletiva no CT do clube.

Feliz em estar no Flamengo

“Muito feliz de estar aqui nessa grande instituição, aproveitando essa oportunidade. Esperamos buscar essa reação que o Flamengo, como um time grande, precisa. É um orgulho e uma satisfação ser técnico do Flamengo. Espero cumprir com as expectativas. O desafio é grandíssimo, mas temos muita paixão e compromisso”

Adaptação ao futebol brasileiro

“É um desafio muito alto, estou consciente do que significa o Flamengo para o povo brasileiro. Na Colômbia, sempre seguimos o futebol brasileiro como referência, e eu, como treinador, acompanhava os jogadores colombianos que jogam aqui. Por último, veio Orlando Berrío ao Flamengo, e tinha interesse em observar os jogos”

Jogo da equipe contra o Atlético-MG

“Sabíamos que seria um jogo difícil, pelo momento do time, com um time alternativo, com alguns jogadores reservas. Infelizmente, não foi um bom jogo, até o pênalti o jogo estava parelho. Depois, o Atlético ganhou confiança e faltou à nossa equipe reação. Não foi uma apresentação que queríamos ter, mas isso é futebol. É um grupo a quem dói perder, eu vi isso ontem. Quando o presidente me apresentou ao grupo, se sente que são jogadores que lhes dói perder, e querem reagir. Há uma grande disposição de trabalho, creio que um bom início será importante."

Os adversários Botafogo e Chapecoense

“São situações da vida e do futebol. Creio que enfrentaremos um Botafogo forte, em bom momento. Chapecoense também enfrentei recentemente. Temos conhecimento de perto. Espero que sirva para fazer a diferença e cumprir com as metas que queremos”

A classificação no Brasileirão

"Estávamos na quinta colocação, agora sétimo. Agora nossa mente e objetivo é quarta-feira, contra o Botafogo. Tem que ser realista, mas otimista. Temos que estar na zona de classificação (no Brasileiro). Agora é recuperar confiança, ir bem na quarta e usar de suporte para o Brasileirão. Desde o avião vindo de Colômbia vim fazendo possíveis escalações. Tem quatro que não podem jogar, que foram inscritos depois, alguns que não se recuperaram. É tarefa para hoje e amanhã. Fazer o ''onze inicial'' e que esses onze na quarta possam buscar um resultado."

Estrangeiros no elenco

"Penso que todo o time, não podemos particularizar aos estrangeiros. Considero que todos, equipe administrativo e técnico também. Claro, jogadores são protagonista. Juan e Diego falam espanhol também, Diego Alves também. São líderes da equipe. Paolo também, todos e os jovens também. O Coletivo tem que pensar igual."

Torcida do Flamengo

"Nossa gratidão aos torcedores pela recepção, por essa vontade de nos ter aqui como corpo técnico. Como disse antes, me dá muito orgulho. Algo histórico. Acho que tem 46 anos que Flamengo não tinha um estrangeiro. Espero retribuir a confiança da torcida, que respaldou nossa chegada. No futebol não há paciência, ainda mais na América do Sul. Somos muito emotivos, é da nossa raça. O importante é ter um projeto esportivo sério, querer algo a médio prazo. Temos que ser conscientes que somente os resultados podem garantir sua continuidade. Sei que temos o respaldo da torcida, mas temos que ratificar com resultados."

Trabalho no meio da temporada

"É a dificuldade que se tem agora, assumir um projeto que já está iniciado. Eu tinha ofertas de vários países, até na Colômbia, e não queria aceitar, porque a experiência mostra que é muito difícil. Mas penso que uma oportunidade como essa, do Flamengo, não é todo dia. Vamos assumir sabendo que temos metas imediatas e metas a médio prazo e vamos apostar no êxito."

Treinador estrangeiro no Brasil

"Creio que a instituição quer que acabe esse estigma, que a gente dure muito tempo e tenha condições de estar aqui. Flamengo quer que a gente fique aqui.O time tem que mostrar no campo. Só o time pode mostrar se rompemos esse paradigma ou se o futebol brasileiro não é para estrangeiros. Esperamos que isso acabe."

Paixão pelo futebol brasileiro

"A todos nós na Colômbia, desde pequenos, quando não nos classificávamos ao Mundial, todos torcíamos para o Brasil. Meu primeiro curso como treinador foi com Carlos Alberto Parreira, e agora o futebol nos coloca nesse caminho. O futebol brasileiro, por tudo que representa a nível de clube e seleção, é uma referência."

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

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