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» » » » » Canetadas: Há 27 anos, ele nasceu para ser goleiro, mas cresceu como artilheiro

Campeão do mundo, da América, do Brasil, de São Paulo e do Morumbi. E isso irrita quem não é. Os gols marcantes mais que marcados não são acaso. São caso pensado. Treinado. Rogério não dá bola. Porque ele não a larga. No banco de 1993 a 1996, titular absoluto desde 1997 a 2015, se não ganhou tudo, foi quase tudo. E quase tudo parou em Rogério ou passou pelo líder incontestável. Para o bem e para o mal. E isso irrita. Rogério não é perfeito. Também por ser perfeccionista. Exige tanto que chega a irritar. E a se irritar. Cobra porque se cobra demais. Ele é diferente. Não apenas por ter feito defesas como poucos na história do clube, não apenas por ter feito gols como ninguém na história do futebol. Se Rogério pensa muito bem no que fala e no que faz, não pensa em ser admirado como um ídolo de todos. Rogério é tão são-paulino que tem o compromisso com o São Paulo. Só. Não faz questão de ser o ídolo que merecia ser de todos os torcedores. Talvez Rogério não seja mais goleiro que outros poucos tricolores. Não seja o maior craque entre tantos são-paulinos. Outros raros tricolores talvez tenham sido tão são-paulinos. Mas não há ídolo como Rogério Ceni. Como diz com muita razão e enorme paixão o são-paulino, só o São Paulo tem Rogério Ceni.
E isso não se imita.
Há 27 anos ele chegou ao Morumbi já campeão estadual pelo Sinop. Prodígio. Mas nem ele que sabe tanto poderia imaginar que, 27 anos depois, chegaria ao Morumbi para ser homenageado como multicampeão. Mais que tudo e que todos. Como mito tricolor. Como inimitável artilheiro-goleiro. Há 27 anos ele pintou como promessa de goleiro que só três anos depois teria chance no time de cima, e só em mais três anos assumiria a condição de titular. Número 01 em todos os recordes possíveis - e não imaginados. Se o antecessor Zetti jogou tanto quanto ele como goleiro na meta tricolor, Rogério foi além no São Paulo e no mundo. Aprendeu a bater faltas e depois pênaltis como nenhum outro goleiro. Como poucos batedores. O nível de aproveitamento é absurdo. Apenas uma vez levou um gol em contragolpe de falta não convertida. Só uma vez levou um golaço histórico na celebração de mais um gol de Ceni. 
Há 27 anos seria um sonho para o menino de Pato Branco agarrar uma chance na meta tricolor. E ele agarrou muito, de Sinop ao Japão. Mas também outro recorde apenas ele superou. Ele não delirava ser o goleiro que mais gols fez no futebol desde 1863. Ele aprendeu e treinou e se preparou para ser muito mais do muito que já era. Por isso mitou. É mito. É Ceni. Um cara que se reinventou. Um exemplo para toda profissão. Ele nasceu para ser goleiro. Mas ele cresceu para ser artilheiro. Inimitável.

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