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» » » » » » Abre Aspas Exclusivo: Betinho, do Basquete Cearense

A temporada 2017/2018 do NBB começa no dia 04 de novembro com a reedição da final da temporada passada. Bauru e Paulistano se enfrentam às 14h em São Paulo. Quinze times disputarão a competição, que será jogada em turno e returno. Os 12 melhores avançarão aos playoffs, que seguirá sendo disputado no formato 1-2-1-1, com os Jogos 2, 3 e 5 sendo realizados na casa da equipe de melhor campanha na fase de classificação. O NBB seguirá com o descenso de duas equipes para a Liga Ouro, que levará somente seu campeão à elite do basquete masculino nacional. O Jogo das Estrelas será em 18 de março de 2018, no Ibirapuera, em São Paulo. O início do mata-mata está previsto para o final do mês de março.
Vamos destacar nessa abertura da maior competição do basquete brasileiro, a equipe do Basquete Cearense. O time de Alberto Bial apostou em Bruno Fiorotto no pivô, no armador Paulinho e no ala Betinho, além dos gringos Laster e Benjamin. A equipe terá a ausência de Espiga, ex-assistente de Bial e agora técnico do Minas, mas deve brigar por vaga no playoff. Conversamos com José Roberto Nardi Duarte, mais conhecido como Betinho, nascido em Catanduva, no dia 24 de maio de 1988. Ele conta sobre a sua carreira, desde o nascimento para o basquete em Limeira, passando pelas categorias de base da seleção brasileira, desvendando o segredo do sucesso do Paulistano, recordando o auge no NBB em Minas, a temporada em São José dos Campos, os últimos trabalhos por Caxias e Campos Mourão e a lesão que não o impediu de disputar essa edição do NBB pelo Basquete Cearense.

Vagner: Você disputou o seu primeiro NBB por Limeira, na temporada de 2008/2009. Você que se identificou com a cidade, como vê o atual momento da equipe, que tanto se envolveu com basquete e atualmente não tem uma representação no NBB?

Betinho: Na verdade eu sou de Limeira, nasci em Catanduva, mas sempre morei em Limeira. Comecei a jogar e joguei todas as categorias de base em Limeira até chegar no adulto e fiquei por lá até meus 20 anos. Então é difícil engolir o fato de não ter time lá, é muito triste também, mas se a gente olhar mais friamente o Cássio levou o time praticamente sozinho por mais de 10 anos, as empresas grandes da cidade nunca se animaram pra ajudar a manter o time e isso é muito triste pra uma cidade pela qual ama o basquete e hoje não vê nem categorias de base mais. Espero realmente que volte tudo por lá, porque existem muitas crianças que jogam basquete lá e muitas pessoas que amam e compareciam sempre no Vô Lucato.

Vagner: As três temporadas seguintes você esteve no CAP, com um nível de eficiência muito alto. A equipe está nos últimos anos presente em todas as decisões do basquete nacional. Qual o segredo do clube para tantas temporadas em alto nível?

Betinho: Só existe uma coisa que leva o time estar no topo por tanto tempo: trabalho bem feito. O Gustavo é um baita técnico, ele sabe como poucos tirar o melhor de cada atleta que tem na mão, seja um menino recém saído da base, seja um cara já renomado. O clube é muito bem organizado, muito bem estruturado, nunca atrasou salários, sempre dando tudo que pode para os atletas se preocuparem apenas com o basquete. Não foge do óbvio, quem trabalha direito colhe os frutos.

Vagner: Nas duas temporadas que atuou pelo Minas você se projetou definitivamente para o cenário nacional com atuações memoráveis. Muitos torcedores ainda pedem a sua volta e lhe indentificam com o clube. Foram dois anos muito felizes de sua carreira?

Betinho: O Minas é outro clube pelo qual tenho muito carinho, acabei de chegar pra jogar a Copa Avianca aqui em Belo Horizonte e todos os funcionários da minha época lembraram de mim e vieram me cumprimentar e isso não tem preço! 
Foram 2 anos especiais, o primeiro principalmente, onde tínhamos um time que se fosse mantido colheria os frutos em uma ou duas temporadas, no 2º ano houve uma diminuição de investimento, sofri com uma lesão nos joelhos, mas foi no Minas onde ganhei uma projeção de protagonista e sim, fui muito feliz em BH.

Vagner: Acompanhei de perto o ano que esteve em São José dos Campos. Você era muito querido pela sua raça, determinação. Podemos dizer que é uma das suas principais características a entrega que tem por cada lance da partida?

Betinho: Em São José tive uma função diferente, fui contratado com lateral, mas fui utilizado só como armador e não pude mostrar o que tenho de melhor no meu jogo, mas como eu amo jogar basquete e acho que temos que deixar tudo em quadra em todos os jogos. Cada lance vale muito, jogo com o coração e isso me coloca dentro do jogo, então é uma característica minha sim.

Vagner: Em Caxias e em Campo Mourão você acabou tendo temporadas que lutou com o seu clube na parte mediana da tabela de classificação. Como vê o nível das equipes do NBB, são apenas algumas que brigam pelos resultados ou com o andar das temporadas já temos um basquete mais nivelado no país?

Betinho: Caxias e Campo Mourão foram times que joguei que eram recém subidas da Liga Ouro, equipes que estavam conhecendo como era atuar em alto nível. Fui pros playoffs com ambos e isso me deixa muito orgulhoso, pois o investimento comparado com os demais times era extremamente menor, mas o que esses 2 times que eu joguei tinha na parte de vontade de ganhar, de ter coração, gana e união, poucos times tem! 
Hoje a diferença na quadra é cada vez menor, eu vejo o campeonato muito equilibrado, o NBB 9 é prova disso, todos os jogos são difíceis pra todos os times. 
Agora a estrutura fora da quadra, a organização e tudo que envolve ainda difere muito dos times que já estão na liga a mais tempo, existe times oferecendo contratos de 5 meses pra seus jogadores, times tendo que viajar de ônibus pelo país todo, e isso é um ponto fora da curva né? 

Vagner: Você foi contratado lesionado pelo Basquete Cearense, mas com a confiança do seu treinador Alberto Bial se recupera para mais um NBB. O que foi a lesão, como foi a recuperação e o que planeja para a sua temporada com o clube?

Betinho: Tive rompimento parcial do tendão do tríceps e uma inflamação na bursa, fiz esses 2 procedimentos na cirurgia. Foi uma recuperação chatas, fiquei 1 mês de tala no braço, mais 1 mês de fisioterapia pra ganhar os movimentos novamente, depois mais um período pra recuperar a força pra depois voltar a pegar uma bola e ir ganhando os movimentos de arremesso, passe, batida de bola novamente. Com pouco mais de 4 meses sofri uma porrada no treino que me tirou dos treinos e voltamos a parte de fortalecimento para voltar novamente, a partir daí tudo ocorreu bem, dores fazem parte e temos que conviver com elas. Uma cirurgia faz você tem um mental muito mais forte e faz você achar seus novos limites e tudo mais. O Bial me contratou mesmo lesionado, teve uma paciência incrível e mesmo em dias de dor ele chegava e falava que tudo ia dar certo e que eu iria estar pronto na hora certa. Agradeço a ele demais por essa confiança. E hoje depois de 7 meses da lesão e 6 meses da cirurgia pude fazer meu primeiro jogo e acabar retribuindo essa confiança de alguma forma.

Vagner: A CBB passa por uma constante reestruturação. Novo técnico e um novo projeto olímpico. Você que sempre esteve nas categorias de base da seleção brasileira, sonha em voltar a estar envolvido no projeto com a amarelinha e ainda se vê com bons olhos essas mudanças na administração?

Betinho: Sim, joguei até meus 22, 23 anos na seleção, depois nunca mais fui convocado. Tenho o sonho como qualquer jogador de estar na seleção e representar nosso país, penso que temos que fazer o melhor que podemos nos nossos times para sermos observados. Espero ser observado pelo novo técnico, mas sei também a dificuldade que é ser convocado. Eu vejo com bons olhos a mudança na diretoria, porquê creio que as coisas vão andar de forma mais organizada e mais honesta! E isso faz o basquete ser mais bem visto e ter melhores resultados.
Foto: Facebook do atleta Betinho

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