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» » » Almanaque do JEC: Elpídio Reali Júnior

Elpídio Reali Júnior, mais conhecido como Reali Júnior, Bauru, 1941 - São Paulo, 9 de abril de 2011, foi um jornalista brasileiro. Professor honoris causa pela FMU Faculdades Metropolitanas Unidas. Desde a década de 1970, Reali Júnior era correspondente internacional em Paris da Rádio Panamericana, mais conhecida como Rádio Jovem Pan. Diariamente, direto da Maison de la Radio, Reali Júnior traz um panorama da Europa e do mundo.
Reali Júnior também já escreveu para o jornal O Estado de S. Paulo e era pai da atriz Cristiana Reali.
Estreou na Jovem Pan no dia 20 de abril de 1957, um sábado, como repórter de campo durante um jogo amistoso disputado entre Corinthians e Taubaté na cidade de São José dos Campos, que terminou com vitória do time do Vale por 3 a 1. Mas seu nome ganhou repercussão quando mudou-se para a Europa. Desde então cobriu os principais acontecimentos ocorridos no Velho Mundo além de Jogos Olímpicos e Copas do Mundo. Em 2007 lançou o livro "Às margens do Sena",  depoimento do jornalista a Gianni Carta sobre 50 anos de profissão. Reali relata bastidores de importantes episódios que mudaram a história do Brasil e do mundo como o golpe militar de 1964, a vida dos exilados na França, o hoje esquecido Relatório Saraiva, que denunciou a corrupção no alto escalão da embaixada brasileira em Paris, então chefiada por Delfim Neto, a Revolução dos Cravos, em Portugal, o acordo de paz do Vietnã, a guerra Irã-Iraque e a morte de Yasser Arafat. Além disso, traça na obra perfis de importantes personagens como Pompidou, Giscard D ´Estaing, Mitterand, Chirac, Jânio Quadros, João Goulart, Brizola e Lula, entre outros.
Quando chegou a Paris, o jornalista pretendia passar no máximo três anos por lá. Tornou-se praticamente um cidadão da Cidade Luz, também um grande conhecedor da gastronomia local. Não descartava, inclusive, escrever um livro sobre o tema no futuro.
Um dos maiores correspondentes do Brasil no exterior. Homem de muita credibilidade e grandes coberturas internacionais, como a queda do avião da Varig em Paris em 1973, Guerra Irã-Iraque, Revolução dos Cravos em Portugal, morte do Caudilho Franco na Espanha, crises do petróleo, queda do muro de Berlim, assassinato do presidente Sadat do Egito, morte da Lady Diana etc. Sua casa era tida como uma embaixada não-oficial do Brasil em Paris, sempre visitada por exilados na ditadura e brasileiros a passeio na Europa. Ele e sua esposa Amélia sempre abriram as portas de sua casa para todos que precisavam e precisam de um ombro amigo em Paris.
Os seus bordões eram famosos, como "Neste momento, às margens do Rio Sena, junto à Maison de la Radio os termômetros marcam..." e "A Jovem Pan Paris volta a chamar a sua sede, em São Paulo, Brasil" eram clássicos conhecidos por grande parte dos ouvintes de rádio.
Faleceu em 09 de abril de 2011, após parada cardiorrespiratória decorrente de um câncer que já o afastara do rádio.
Fonte: Wikipédia

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