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» » » » "Mulheres maravilhosas que amam futebol, a bola não para"

"De terça para cá, minha vida revirou! No dia 20 de maio deste ano, cobri o evento "Silêncios no Futebol", no Mineirão, para a assessoria onde trabalhava. Lá, Elias Santos, diretor artístico da Rádio Inconfidência, falou em palestra sobre a intenção da rádio em lançar uma narradora. Na ocasião, meus amigos Matheus Muratori e Charley Moreira me cutucaram e brincaram sobre eu me arriscar. Apenas ri e não muito considerei. No fim da palestra, procurei Elias para pedir estágio (amigos estudantes, a vida é assim mesmo), e ele me indicou o José Augusto Toscano Boaventura quando disse que amava esporte.
Na segunda seguinte, chamei Toscano no facebook (já tinha mandado email beeeem antes, porque estava mandando para vários veículos de MG rsrs), e pedi estágio. De cara, ele me soltou a seguinte pergunta, exatamente dessa forma: "Na lata, permita-me dizer assim. Topas ser narradora de rádio?". Resgatei minha resposta, que foi a seguinte: "Olha!!! Eu nunca trabalhei com rádio, quero ir para um lugar em que possa aprender muito, o que penso encontrar na Inconfidência. Se eu daria certo como narradora? Não sei, porque realmente fiquei surpresa com sua pergunta, mas eu sou muuuuito aberta para me desafiar".
Fui contratada na sexta após conversarmos, mas não para ser narradora. Comecei em 3 de julho para exercer funções comuns dos estagiários, mas a ideia da narração sempre se manteve presente. Fui comentarista várias vezes, fiz reportagens de campo, apresentei programas, e há duas semanas Toscano mandou: "terça, dia 7, você narra América x ABC". Não pensei, não recuei, só aceitei. E que bom. Toscano me escancarou uma porta num meio que fecha tantas para nós, mulheres que amamos e respiramos esporte. Vejam só, sou estagiária, tenho 20 anos, quatro meses de rádio, e ele disse: "vai, erra e faz". Nunca serei grata à medida que ele merece. Que ser humano é esse? Não sei, mas é singular, incomum e extremamente especial.
Quem me conhece, sabe que vivo o esporte. Trabalho muito, muitas (MUITAS) vezes deixo minha vida social em segundo plano por pautas, trabalho e estudo sem parar. Essa é minha rotina - que de rotina não tem nada. Decidi encarar o que Toscano me pediu e fui. Fui com a coragem de quem sabia que receberia muitos elogios, mensagens carinhosas, mas também desrespeitosas. Só fui. Como disse em uma das entrevistas que dei, não são 140 caracteres (agora 280) ou um comentário que me dirão onde posso ir dentro do futebol. Eu só vou. Mulheres maravilhosas que amam futebol, a bola não para. Se sofrerem faltas, levantem-se. Se a bola sair pela linha de fundo, retomem a posse após o tiro de meta ou corram para cobrar escanteio e continuem jogando. Se houver rebote, tentem finalizar. Não parem, nunca parem. Nós não podemos parar. Ninguém, absolutamente ninguém pode dizer "esse meio não é seu". 
Ouvi absurdos, absurdos! Mas ouvi também coisas incríveis, e é isso que vale. Futebol é machista, muito machista, EXTREMAMENTE machista. No entanto, tão grande quanto a barreira contra nós levantada é a nossa vontade de derrubá-la. Aqui, deixo o registro da pessoa com quem divido tudo o que estou vivendo, essa lindeza maravilhosa que é o Toscano. Por fim, repito: Isabellys existem, o que ainda falta são mais Toscanos.”
Texto e imagem: Redes sociais da Isabelly Morais, a primeira narradora de uma rádio em Minas Gerais.

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