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» » » » » O ano de ilusões - Por Caíque Silva

Em um ano para se esquecer, a torcida alviverde colecionou ilusões e expectativas

Com muito dinheiro no caixa, bala na agulha, investidor, elenco campeão e chegada de jogadores badalados, o Palmeiras teve o início de 2017 perfeito. Considerado favorito em todos os campeonatos em disputa, a superioridade e o favoritismo acabaram assim que o time entrou em campo.
A primeira ilusão começou ainda na montagem do elenco, chamado pela mídia de “Real Madrid das Américas”. Pura decepção! Iludir o torcedor assim chega a ser pecado (e piada de péssimo gosto).
Sem o comandante campeão Brasileiro do ano passado e mostrando ser um time sem comando algum, no Campeonato Paulista veio a primeira decepção, que viria acompanhada na sequência pela Libertadores. Entre ambas, estava de volta o comandante Cuca, trazendo ao torcedor a ilusão de que o time genial de 2016, com jogadas ensaiadas, gols de cabeça e futebol vistoso, voltaria. Decepção novamente. Mais uma vez estava de saída o Mestre Cuca, que ainda levou em sua bagagem a eliminação da Copa do Brasil. Com três ilusões e decepções, o torcedor palestrino já poderia pedir música naquele programa de todo domingo à noite. Engraçado, mas lamentável, para tanto investimento jogado fora. Para fora assim como todas as bolas que saíram dos pés do lateral Egídio no Derby mais importante desde as Libertadores de 99 e 2000 e se perderam pela Radial Leste. Sim, dos pés do mesmo homem que se gabou por ter conquistado títulos em todos os anos desde que foi promovido ao profissional. Parece até piada, mas não é. E em mais uma ilusão no ano, o Verdão deixava o gramado da Arena do maior rival com derrota, decepcionando sua torcida e jogando fora a última chance de título do ano, o Brasileirão.
As ilusões foram tantas que podemos enumerar.  Quem sabe até passaríamos horas e horas se não deixássemos passar batido ao menos algumas. O torcedor do Palmeiras se iludiu quando imaginou que Gagliotte fosse dar sequência ao trabalho de Nobre, se iludiu quando imaginou que Felipe Melo reencontraria o futebol que o levou até a uma Copa do Mundo (onde ele também foi um dos maiores responsáveis pela eliminação), quando imaginou que Guerra e Borja seriam a dupla que ganhou a Libertadores um ano antes, quando imaginou que Cuca ainda era o velho Cuca do Cucabol, quando imaginou que Eduardo Baptista pudesse dar sequência ao seu legado, quando cogitou a possibilidade de Roger Guedes ser ao menos um esboço do que foi na conquista do Enea, e acima de tudo, quando imaginou que a dinheirama vinda da Crefisa pudesse lhe garantir todos os títulos, a qualquer momento. 
Quais as razões de tantas ilusões e decepções? Talvez nem mesmo o presidente saiba dizer, afinal ele nunca sabe dizer nada de tão conclusivo, não é mesmo torcedor? Talvez nem mesmo Joelmir Beting, com sua saudosa frase que dizia que é impossível explicar a emoção de ser palmeirense saberia explicar ou assimilar as razões que levaram o time de tantos milhões a tantas lamentações. 
O fato é que bastou um ano se passar para os palestinos irem do céu ao inferno. Que São Marcos ajude a passar o tempo depressa, para que esse 2017 nebuloso acabe logo. Até o ano que vem, Palmeiras!

Um fraterno abraço de Caique Silva

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