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Jair Ventura: "Conheço a história do Santos, aqui o DNA é ofensivo"

Jair Ventura tem 38 anos e chegou ao Botafogo em 2009, como auxiliar técnico de Ney Franco. Antes de ser efetivado, em agosto de 2016, trabalhou como preparador físico, técnico do sub-20 e treinador interino na equipe carioca. Ele é filho de Jairzinho, um dos maiores ídolos da história do Botafogo e que jogou com Pelé na seleção brasileira nos anos 1960 e 1970. Jair Ventura foi apresentado nesta sexta-feira como novo treinador do Santos. O técnico, que estava no Botafogo, já estava apalavrado com a nova diretoria do Peixe há três semanas e vinha trabalhando no planejamento da equipe.

Pressão por resultados e a complicada situação financeira do clube:
– Paciência é igual para todos os treinadores. Isso vem com o desempenho do time. É uma situação que não me preocupa. Estou me preparando, fiquei um ano e meio à frente do Botafogo, um grande clube. Conheço a história do Santos, aqui o DNA é ofensivo. Não vamos perder a competitividade, a organização, o jogo coletivo e a ofensividade. É com essa ideia que chego no Santos. Seremos super ofensivos, táticos e intensos.

Jair evitou comentar sobre nomes que podem reforçar o elenco do Santos:
– Nós sabemos das perdas que tivemos, do Lucas (Lima) e do nosso artilheiro (Ricardo Oliveira), duas perdas técnicas significativas. Mas o grupo é muito qualificado, com bons meninos. Temos de 46 a 48 jogadores, contando com os do sub-23. Teremos de dar uma enxugada, sim, mas pretendo avaliar a maioria.

Robinho e Gabigol:
– São dois jogadores que dispensam comentários. Têm uma identificação com o clube, fizeram história aqui. É inegável que gostaria de contar com eles, mas temos de ir com calma.

Pelé usou o Twitter para desejar sorte a Jair no comando do Santos:
– É um orgulho. Fiquei todo arrepiado quando eu vi (a mensagem). Queria aproveitar o momento e agradecer ao nosso Rei. Espero corresponder. É uma grande responsabilidade.

A pré-temporada curta:
– Vivenciei isso ano passado (no Botafogo), tivemos a pré-Libertadores, um período muito curto (de preparação). Temos que acelerar. No Paulista algumas equipes começam primeiro, têm uma leve vantagem física.

Desligamento dos auxiliares Elano e Marcelo Fernandes:
– Não participei de mudança alguma. Já era uma coisa que estava definida antes da minha chegada. Não tenho nada contra o Elano, nem contra o Marcelo, que fez curso comigo na CBF no final do ano.

Foto: Guilherme Dionizio

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