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Não deixar 'Scarpa': O que faz o Palmeiras no caso do jogador

No final de 2017, Gustavo Scarpa entrou na Justiça contra o Fluminense por conta de R$ 9 milhões devidos pelo clube ao jogador, entre salários, direitos de imagem e outras pendências. Em janeiro, o meia conseguiu a rescisão contratual na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro e assinou com o Palestra por cinco temporadas. Um novo capítulo no caso jurídico envolvendo Scarpa acontece justamente no momento em que o camisa 14 marcou seus primeiros gols pelo clube em vitória sobre o Ituano. 
Em julgamento realizado no TRT-RJ, o Fluminense conseguiu derrubar – por 5 votos a 4 – a liminar que permitia o acerto do meia com o Alviverde. A decisão não é definitiva e agora o caso terá o trâmite normal na 70ª Vara do Trabalho do Rio. Além disso, o atleta vai recorrer da decisão ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. Fica reestabelecido o vínculo de Gustavo Scarpa com o Fluminense. Mas, enquanto o TRT-RJ não emitir os ofícios ao Palmeiras, CBF (Confederação Brasileira de Futebol), FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e FPF (Federação Paulista de Futebol) o jogador seguirá registrado no BID (Boletim Informativo Diário) como atleta alviverde e, portanto, não poderá ser impedido de atuar ou treinar pelo clube.
Quando todo o processo for concluído, em caso de vitória do clube carioca, o Fluminense sabe que terá um atleta em seu elenco que desejará ser negociado imediatamente e terá como opção exigir o valor da multa contratual por quebra de vínculo, ou negociar um acerto com o Palmeiras, possivelmente envolvendo a troca de jogadores. No contrato de Gustavo com o Palmeiras, há uma cláusula que desobriga o clube de arcar com qualquer indenização ao Fluminense em caso de derrota na justiça, ficando estas a cargo do atleta e seus agentes.

Foto: Sergio Barzaghi

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