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Técnico: Raí escolhe Leonardo, Lugano prefere Aguirre, Cuca descartado

Canetadas: Após a demissão de Dorival Júnior, decretada com a derrota para o Palmeiras por 2 a 0, no Allianz Parque, nesta última Quinta-feira, são inúmeros os nomes de treinadores com possibilidades de assumir definitivamente o comando técnico do São Paulo. André Jardine assume novamente como treinador interino do clube, e terá a missão de garantir, com uma vitória sobre o RB Brasil, neste domingo às 17h no Morumbi, a primeira colocação do clube, que será alcançada com uma vitória, deixando o São Caetano segundo lugar e disputando então a segunda partida das Quartas de Finais em casa. Quem olha a história recente do futebol pode pensar que o comandante tão vitorioso do Sub-20 do Tricolor, pode ir ficando com as vitórias e se efetivar como técnico da equipe principal, assim como acontece, por exemplo, com o Atlético Mineiro nesse momento. Mas não é o projeto da direção do clube. Jardine, que interrompeu as suas férias a uma semana do fim, volta para ter sim uma nova função, mas como auxiliar fixo do São Paulo, como Milton Cruz foi durante tantos anos e ainda como Fábio Carille foi durante anos no rival antes de se tornar o treineiro principal.
A direção de futebol se divide em dois nomes. Raí, prefere o amigo Leonardo, que recentemente foi treinador na Turquia e atualmente é comentarista pela Sky Sports, na Itália. Mas dificilmente Léo deixara a Europa no momento para voltar ao Brasil. Ricardo Rocha, por outro lado, tem apoiado o nome indicado por Lugano, o do também Uruguaio Diego Aguirre, treinador de personalidade forte e de pouco contato com as torcidas de clube por onde passa. Pesa contrariamente a sua chegada, a sua possível ida para treinar a Seleção do Uruguai após a Copa do Mundo. O Tricolor correria atrás de uma garantia contratual que o mantivesse no clube ao menos pelo tempo de contrato antes de fechar qualquer negócio, evitando mais uma perda de treinador para um país, como aconteceu com Osório indo a Seleção Mexicana e Bauza indo a Seleção Argentina recentemente. 
Os conselheiros que formam a base de apoio de Leco se dividem entre outros três nomes. O de Cuca, de Abel Braga e o de Vanderlei Luxemburgo. Cuca está descartado. O treinador tem afirmado a qualquer um que o procure que o contrato com a Rede Globo para ser comentarista na Rússia, o impede de qualquer outra negociação com alguma equipe e ainda reitera que por decisão pessoal vai levar a família a Copa do Mundo e tem ali uma grande oportunidade de lazer, somente volta a ter conversas com alguma equipe após o mês de Agosto. Abel Braga recusou recentemente as propostas de Palmeiras e Flamengo para deixar o Fluminense e não o fez, então deve continuar com a mesma postura de toda a carreira, a de não romper contratos no meio da validade. Mesma postura que seu amigo Muricy Ramalho sempre teve. Amigo aliás, que o indicou ao São Paulo, quando de sua última saída do Tricolor por problemas de saúde, a época não levado a sério por Leco. Vanderlei Luxemburgo segue em programas esportivos se oferecendo para voltar ao mercado de trabalho, mas tão grandes como os seus admiradores, são os que o que não o que o querem ver no Morumbi, inclusive Raí, que chega a declarar a amigos que se o treinador chegasse por uma porta, ele sairia por outra.
Correndo por fora existem os nomes de Zé Ricardo, atual treinador do Vasco, de Dunga, Felipao e de Antônio Carlos Zago. Zé Ricardo teria sido procurado na semana passada pela diretoria do São Paulo, mesmo após recusar uma proposta milionária do exterior. A diretoria do Vasco confirma, a do Tricolor nega. Dunga e Zago tem conselheiros amigos dentro do clube e sempre tem os nomes ventilados em toda troca de comandante no Morumbi. Luis Felipe Scolari é amigo pessoal de Leco e deve ser sugerido para uma análise da diretoria de futebol. Mas as dúvidas no clube do Morumbi passam longe de estarem restritas ao comando técnico. Existe muita insegurança da torcida na administração do presidente Leco e uma desconfiança pela falta de acerto nas atitudes da nova diretoria, formada por exs jogadores do clube, que tem contratado tão mal quanto Vinícius Pinotti e ainda aparentemente longe de ter o controle de um elenco recheado de cobras.

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